Socorro, estou a perder cabelo!

Há mais mulheres a sofrer de alopécia. Saiba quais são as causas e veja quais são as estratégias que pode adotar e os alimentos que deve ingerir para combater a queda.

O cabelo passa por tudo o que vivemos. Por dentro e por fora! Vive ao ritmo das estações, das hormonas, das emoções, do nosso estado de saúde, dos medicamentos que tomamos, dos penteados e tratamentos que lhe fazemos. Vai caindo lenta e diariamente. Novos cabelos vão nascendo e crescendo. Esse é um processo fisiológico normal que, quando normal, não compromete a moldura do nosso rosto.

Os problemas começam quando são mais os cabelos que caem do que aqueles que nascem. Como se explica que isto aconteça e o que fazer para travar a queda destes fios preciosos? Como esclarece Paula Quirino, dermatologista, «é normal a queda de 50 a cem cabelos diários». Mas uma velocidade de queda maior do que a de reposição da cabeleira é sinónimo de queda de cabelo.

Nas mulheres, as causas mais comuns de queda de cabelo são a gravidez, a fase pós-parto, as dietas restritivas, a anemia, as cirurgias, a suspensão da pílula, menopausa e stresse intenso. Nestes casos, o problema tende a resolver-se ao desaparecem as situações que a originam. Uma vez identificada e resolvida a causa, o cabelo ainda cairá por um período de três a seis meses e acabará por voltar gradualmente à normalidade.

Quando a causa persiste durante muito tempo, a perda pode ser definitiva. Manter um estilo de vida saudável contribui, pois, para dar mais vida ao seu cabelo. Veja também o artigo que explica que as alterações climatéricas não influenciam o ciclo de crescimento do cabelo e aprenda a fazer uma máscara capilar hidratante.

Problemas mais graves

De acordo com Paula Quirino, especialista em dermatologia e venerealogia, existem outros tipos de queda de cabelo que «já exigem um tratamento médico diferenciado, nomeadamente a alopecia androgenética (resultante de uma predisposição genética), a alopecia areata (peladas) e as doenças autoimunes, como o lúpus», esclarece.

«A essas, juntam-se ainda as doenças infecciosas, como a sífilis e as tinhas do couro cabeludo, as quedas resultantes da ingestão de medicamentos, os défices nutricionais, particularmente de ferro mas também de biotina, zinco, cobre e vitamina C, as alopecias associadas a doenças sistémicas e as alopecias cicatriciais (provocadas por traumatismos ou afecções cutâneas)», acrescenta.

Combater a queda

Nas mulheres, a queda de cabelo traduz-se numa diminuição do volume e da densidade do cabelo, embora se mantenha uma linha da frente, ao contrário do que sucede nos homens, que desenvolvem as chamadas entradas na região frontal do couro cabeludo. Como diz Paula Quirino, a resolução «da alopécia androgenética exige um tratamento farmacológico rigoroso e permanente que deve ser instituído o mais precocemente depois do aparecimento dos primeiros sinais».

Tal como noutras situações clínicas, deve ser feito um diagnóstico médico cuidado, com eventual recurso a exames complementares. Dessa avaliação rigorosa depende o sucesso do tratamento. «Na mulher, o minoxidil é o tópico eficaz independentemente da origem da queda de cabelo», refere ainda.

«A medicação sistémica baseia-se em fármacos anti-androgénicos, nomeadamente o acetato de ciproterona (associado ao etinilestradiol nas pílulas contraceptivas), a espironolactona e a flutamida», realça a especialista. «No homem há dois fármacos eficazes: o minoxidil tópico e o finasteride oral», acrescenta.

Veja na página seguinte: As estratégias e os tratamentos que os especialistas recomendam

Estratégias complementares

O tratamento da queda de cabelo passa também pela manutenção de esquemas regulares de lavagem do cabelo com shampô de frequência ou com shampô de tratamento, de acordo com a recomendação do médico, e pode ser enriquecido através do recurso a suplementos vitamínicos. «Não há que ter receio de lavar a cabeça quando a queda é mais intensa. O cabelo que aparece na banheira já cessou o seu crescimento há três ou quatro meses e caiu», aconselha Paula Quirino.

«É, simplesmente, retirado com a lavagem. Assim, sobretudo se o cabelo é oleoso ou existe seborreia associada, as lavagens devem ser frequentes.», acrescenta ainda. Apesar de não existirem milagres nos tratamentos para a queda do cabelo, há tratamentos eficazes que podem ajudar a controlar a situação.

Os sinais que anunciam a queda:

- Excesso de oleosidade, caspa ou comichão

- Demasiados cabelos na almofada cada manhã, na toalha ao tomar duche ou no pente ao pentear-se

- A parte frontal e superior da cabeça cada vez mais despovoada

- Os cabelos que tornam a crescer não têm a mesma espessura dos que caíram

- Ao passar as mãos pelo seu cabelo nota que a sua densidade é menor

O que deve ingerir para proteger o cabelo 

Para obter os nutrientes necessários para cabelos saudáveis, procure ingerir uma dieta equilibrada contendo zinco (presente em alimentos como as carnes vermelhas, o frango e o peixe). Deve também incluir betacaroteno (pode encontrá-los nos vegetais alaranjados como a cenoura e em folhas de cor verde escura) e 
vitaminas do complexo B (presentes em grãos, nozes, legumes, cereais integrais).

Texto: Paula Alberty com Paula Quirino (especialista em Dermatologia e Venerealogia)

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