As situações em que a medicina estética dentária já não consegue intervir

Um sorriso estético deve ser, antes de mais, saudável e funcional. Má higiene oral, problemas gengivais, dentes em falta, cáries ou desvitalizações mal executadas são inimigos a abater.

A sociedade atual vive de forma intensa o culto da beleza e basta ver o êxito de socialites como as Kardashian e as Jenner para o perceber. Todos nós acabamos por sofrer na pele os efeitos dessa pressão social. Um sorriso mais branco e luminoso, uma pele mais perfeita e bronzeada ou um corpo mais tonificado, são exemplos daquilo que a maioria das pessoas procura, em busca da perfeição que se vê nas revistas, na televisão, no cinema e nos restantes media.

As pessoas tornaram-se mais atentas e cuidadas no que toca à aparência e isso acaba por se reflectir em vários aspetos do nosso dia a dia. A procura de tratamentos estéticos, quer em medicina dentária, quer em inúmeras outras áreas, tem vindo a aumentar a cada ano que passa, e não parece dar sinais de estar a abrandar. Temos atualmente ao nosso dispor uma panóplia de tratamentos estéticos que permitem resolver praticamente todas as situações.

A lista inclui aparelhos ortodônticos, branqueamentos dentários, facetas e coroas em cerâmica, resinas compostas de ultima geração e outras inovações. Não podemos, no entanto, esquecer que existem prioridades em termos de planeamento do tratamento e que uma boca doente jamais será boa candidata a tratamentos estéticos, a não ser que se removam todos os dentes e substituam por implantes, como fez a cantora Maria Leal.

Os fatores que podem impedir o trabalho dos especialistas

Má higiene oral, problemas gengivais, dentes em falta, cáries ou desvitalizações mal executadas, poderão, assim, impossibilitar a obtenção de um sorriso estético e harmonioso. Uma boca com peças em falta é, também, dificilmente estética. A estética baseia-se em vários princípios. Harmonia, simetria, invisibilidade, mimetização e por aí fora.... Um ou mais dentes ausentes deitam por terra estes princípios.

Um sorriso estético, como o que muitas pessoas em todo o mundo ambicionam, deve ser, antes de mais, saudável e funcional. Inverter estas prioridades traz geralmente maus resultados. Se fizermos um paralelo, será algo como construir uma mansão fantástica em cima de um terreno de areia movediça, com pilares frágeis. A casa poderá ficar linda e confortável mas apenas por um período de tempo limitado.

Assim que a força mastigatória e a biologia começarem a atuar, tudo cairá por terra e os problemas orais irão surgir. Assim sendo, considere sempre estas prioridades quando visitar o seu médico dentista ou quando procurar tratamentos estéticos, por muito promissores que pareçam. Se tiver uma boca saudável e funcional, a estética acaba por vir, naturalmente, por acréscimo e por ser bem mais fácil de obter.

Texto: Ricardo Alho (especialista em reabilitação oral)

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