Cirurgia cardiotorácica de Coimbra operou 17 doentes em Moçambique, maioria crianças

As intervenções cirúrgicas aos 17 doentes, a maioria crianças, "com doenças cardíacas congénitas e adquiridas", foram realizadas no Instituto do Coração de Maputo.

O Hospital Central de Maputo (HCM), o maior do país, efetuou hoje a 100.ª cirurgia cardíaca, no âmbito dum programa que conta com o financiamento de Espanha e de organizações não governamentais, em Maputo, Moçambique, 15 de novembro de 2011. ANTONIO SILVA / LUSA

créditos: Lusa

Uma equipa do serviço de Cirurgia Cardiotorácica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) operou com sucesso 17 doentes, a maioria crianças, em Moçambique, durante uma missão cirúrgica humanitária realizada na última semana, foi esta terça-feira anunciado.

"Todas as intervenções cirúrgicas foram completadas com sucesso e, à data do regresso da equipa de missão, alguns doentes já tinham tido alta hospitalar", afirma Manuel Antunes, diretor daquele serviço hospitalar, citado em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

As intervenções cirúrgicas aos 17 doentes, a maioria crianças, "com doenças cardíacas congénitas e adquiridas", foram realizadas no Instituto do Coração de Maputo, em Moçambique, por uma equipa de oito elementos do CHUC.

"Para além dos cuidados médico-cirúrgicos prestados, os vários elementos da equipa participaram em ações de formação dos profissionais do Instituto onde, desde há cerca de quatro anos, já são efetuadas intervenções cirúrgicas cardíacas por uma equipa do próprio Instituto, constituída por cirurgiões e outros elementos moçambicanos, na sequência do treino recebido durante estas missões e em vários países europeus, incluindo Portugal", adianta Manuel Antunes.

A 17.ª missão anual consecutiva da equipa do serviço de Cirurgia Cardiotorácica do CHUC foi, de acordo com Manuel Antunes, parcialmente financiada pela organização não-governamental Cadeia de Esperança Portugal e apoiada por várias empresas fornecedoras de equipamentos e dispositivos médicos, tendo o grupo Visabeira oferecido o alojamento local e a TAP as viagens.

Já a Federação Portuguesa de Futebol ofereceu o equipamento da seleção nacional "a todos os jovens operados" nesta missão cirúrgica humanitária, acrescenta Manuel Antunes.

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