Epidemia de peste em Madagáscar já provocou 94 mortos

A epidemia de peste que afeta Madagáscar desde o fim de agosto já fez 94 mortos, em mais de 1.100 casos, informou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), que enviou 1,3 milhões de doses de antibióticos.
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"Registámos 94 mortes", disse Ibrahima Soce Fall, diretor regional para as urgências em África na OMS, numa conferência de imprensa em Genebra. Dos 1.153 casos de peste sinalizados, 300 foram confirmados, disse.

A mesma fonte adiantou que a OMS enviou 1,3 milhões de doses de antibióticos. "É o suficiente para tratar 5.000 doentes e proteger 100.000 contactos", disse uma porta-voz da OMS, Fadela Chaïb.

A organização enviou também material de desinfeção e 150.000 equipamentos de proteção. Ibrahima Soce Fall disse que a epidemia está numa fase ativa, pelo que se espera que surjam mais casos. "Mas pensamos infletir rapidamente [a situação] graças a intervenções de todos os tipos", afirmou.

Ainda assim, parar a transmissão não significa que o risco desapareça, porque a peste é endémica no país, alertou, recordando que será difícil erradicar a doença num país onde "mais de 90% da população vive com menos de dois dólares por dia".

Segundo a OMS, a peste reaparece todos os anos em Madagáscar, entre setembro e abril, mas este ano afeta as áreas urbanas do país desde agosto, contrariamente às epidemias anteriores.

A epidemia deste ano gerou uma onda de pânico entre a população, especialmente na capital. A bactéria da peste desenvolve-se em ratos e é transmitida por pulgas.

Nos seres humanos, a bactéria pode provocar a forma bubónica da doença, afetando o sistema linfático. Em alguns casos, do sistema linfático a bactéria passa ao pulmonar, permitindo a transmissão entre humanos – algo que não ocorre na bubónica -, através da tosse ou saliva.

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