Detetada nuvem gigante radioativa de origem desconhecida sobre a Europa

O Instituto Francês para a Segurança Nuclear (IRSN) detetou na atmosfera uma nuvem gigante de poluição radioativa, sugerindo a possibilidade de um acidente nuclear ter ocorrido (e sido omitido) na Rússia ou Cazaquistão.
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O IRSN refere que a nuvem terá origem num centro de tratamento de combustíveis nucleares ou de medicina nuclear. Não foi registado até agora qualquer impacto na saúde humana ou no ambiente, frisa a instituição.

Em comunicado, o instituto diz que não foi possível até agora assinalar a localização exata da libertação do material radioativo mas, baseando-se nos padrões climáticos, afirma que a zona mais plausível será a sul dos montes Urais.

"As autoridades russas garantem não estar a par de qualquer acidente no território deles", disse à Reuters o diretor do IRSN, Jean-Marc Peres, acrescentando que o instituto ainda não conseguiu chegar ao contacto com as autoridades cazaques.

Altos níveis de ruténio 1062

Jean-Marc Peres, do IRSN, explicou que o organismo e outras instituições dedicadas à segurança nuclear na Europa detetaram nas últimas semanas "altos níveis de ruténio 106, elemento que resulta da divisão dos átomos num reator nuclear.

O instituto frisa que caso essa libertação tivesse ocorrido em França, por exemplo, tal teria obrigado a evacuar uma área equivalente a um raio de várias dezenas de quilómetros.

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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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