A San Diego State University, nos EUA, já tinha afirmado que estamos a fazer nove vezes menos sexo do que há nove anos. Agora, um novo estudo, levado a cabo por um grupo de investigadores da University of Delaware e do Reed College, confirma que, a nível global, o panorama não tem vindo a melhorar. Segundo os cientistas, as plataformas digitais como a Netflix estão a arruinar a vida sexual de milhões em todo o mundo.

Depois de analisarem uma série de dados referentes a 80 países, os especialistas concluíram que o número casais que prefere ver filmes e séries a fazer sexo está a aumentar. Muitos dos clientes deste tipo de serviços só já tem relações sexuais uma vez por semana. Segundo os investigadores, passamos atualmente "menos de metade de 1% das nossas vidas a fazer sexo". Uma quebra que está a ter consequências.

Uma delas é a descida abrupta das taxas de fertilidade, que muitos especialistas consideram que se deve ao excesso de televisão. Portugal não integra a amostra de 80 países estudada mas nalguns, como nos EUA, há pessoas que passam um quinto do seu dia coladas ao pequeno ecrã. "Os casais que têm televisão fazem 6% menos sexo do que os outros", avançam os cientistas, que também criticam os telemóveis.

"Em países, onde o uso desses equipamentos eletrónicos é muito generalizado, é provável que venham a ser a próxima ameaça à vida sexual [dos cidadãos]", alertam os autores da investigação. Para contrariar estas estatísticas, nada melhor do que desligar o telemóvel, o tablet ou o seu computador e passar de imediato à prática.