Vinte e oito músicos, de vários países, exaltaram, durante dois dias, a cultura sul-africana, com performances originais, promovendo, igualmente, valores morais com maior destaque para a igualdade entre os homens.

Na hora dos fogos de artifício, mensagens contra a discriminação racial, sexual e todo o tipo de discriminação, coloriram o Constitution Hill, na capital económica da África do Sul, levando a esperança de um mundo melhor.

Sob o desígnio e hospitalidade da South African Tourism, jornalistas e profissionais da comunicação social de países africanos como Moçambique, Quénia, Zimbabué, Tanzania, Zâmbia, Angola, Uganda, Namíbia, Suazilândia, Gâmbia e Lesotho testemunharam um modelo inovador de promoção do turismo, caracterizado por uma miscelânea do melhor que um país pode oferecer, em diversas áreas.

Uma visita às torres da Cidade de Ouro (Soweto - vizinha de Joanesburgo) assinalou as boas-vindas à tournée,  numa tarde reservada à prática de desportos radicais, nomeadamente, passeio em motos de quatro rodas, queda livre e bungee jumping nas torres de Orlando, que consiste em pular de um ponto muito alto, enquanto uma longa corda de borracha presa aos tornozelos garante a segurança do participante.

Gastronomia, moda, música, dança, língua e até política, foram os temas de eleição. Aliás, esta última parece fazer todo sentido nos países africanos, onde se podem verificar marcas de um povo que, embora oprimido por vários anos, sobreviveu e ultrapassou, sem ódio, os maus momentos trazidos pela colonização.

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Afropunk recebe 2018 com lição de turismo para países africanos

A luta contra o regime segregacionista do Apartheid marcou uma das maiores revoluções de que há memória, na história do mundo. A África do Sul é um exemplo de como tirar partido da experiência amarga outrora trazida por esse regime. Não é para menos, que dispõe de um museu que conserva os anais desse movimento que, com ensinamentos sobre reconciliação, perdão e amor ao próximo,  libertou os nativos da opressão encabeçada pela minoria branca.

Estão patentes, no museu, Imagens em fotografias e videos, filmes, documentários, painéis de textos, objectos pessoais de alguns activistas anti-apartheid e alguns artefactos que ilustram os piores momentos vividos pelos negros sob a mão dura daquele regime.

Além do Museu do Apartheid, constituem património sócio-cultural dos sul-africanos, as primeiras casas dos líderes independentistas, que mais se destacaram na luta pelas liberdades, como Nelson Mandela e a sua primeira esposa, Winnie Madikizela, do arcebispo e Nobel da Paz, Desmond Tutu, a residência dos veteranos do ANC, Walter e Albertina Sisula, e ainda o museu memorial Hector Pieterson, no bairro de Orlando.