Ergonómico, com pega, de plástico ou descartável, estes são apenas alguns exemplos do vocabulário utilizado quando falamos de biberões. Hoje, em dia os pais dispõem de inúmeros recursos que permitem que este objeto, aparentemente simples, se torne um aliado precioso, desde que sejam tidas em conta determinadas regras. Como primeira estratégia, deve optar por um biberão que tenha uma abertura larga.

A justificação é simples. Além de mais fácil de segurar, é também mais prático para encher e limpar. Com esse intuito, já foram criados biberões com dupla abertura. Outro aspeto a ter em conta é a tetina, aconselhando-se que esta seja anatómica, imitando a forma e a função do peito, de modo a que o bebé sugue o conteúdo do biberão sem engolir ar. Quando isso acontece, pode provocar cólicas fortes.

Biberões com pega e ergonómicos

A tampa do biberão deve selar a tetina, exercendo um efeito anti-gota. É também conveniente que tenha graduação, para que seja mais funcional. Estes tipos específicos de biberões permitem que os bebés que já são capazes de segurar objetos consigam agarrar o biberão com mais facilidade e com garantias de segurança. Os biberões ergonómicos adaptam-se às mãos do bebé, são leves e fabricados em material inquebrável.

De plástico, de vidro ou descartável?

Os biberões de plástico apresentam a grande vantagem de serem inquebráveis, mas deterioram-se com mais facilidade do que os de vidro, tendo que ser substituídos regularmente. Uma outra opção são os biberões descartáveis, sendo apenas necessárias tetinas e sacos pré-esterilizados, para o transportar à temperatura desejada. São especialmente úteis quando se viaja ou em ocasiões em que se fique muito tempo fora de casa.

Dicas e recomendações para quando preparar o biberão

Encha-o com a quantidade de água, fervida e arrefecida, recomendada para a idade e o peso do bebé. De seguida, coloque o leite em pó na medida que existe na lata, nivelando-a com as costas de uma faca. Chegou então a altura de adicionar o leite em pó à água, através de um funil esterilizado. Há que ter o cuidado de não adicionar demasiado leite, pois quando a mistura é excessivamente concentrada pode tornar-se indigesta.

Quase na fase final, inverta a tetina, coloque a tampa e agite o biberão, para que a mistura fique homogénea e sem grumos. Agora, chegada esta fase, só é preciso deitar algumas gotas de leite no punho, de modo a certificar-se que o leite está apenas morno e que não corre riscos de queimar o bebé. Tenha atenção porque a água já fervida ou as sobras de leite nunca devem ser reaproveitados para o biberão seguinte.

Cuidados de higiene a nunca descurar

Com a ajuda de um escovilhão, o biberão deve ser limpo e passado por água fria. Convém que o material utilizado seja esterilizado com água a ferver, pelo menos nos primeiros meses de vida do bebé, como recomendam muitos médicos e pediatras. Já existem no mercado esterilizadores elétricos, especiais para utilizar no microondas e de fervura, entre outros, aos quais também pode recorrer.

Os diferentes tipos de leite e as quantidades a considerar

Até aos seis meses de idade, deve optar pelo leite adaptado para lactentes, altura em que se deve passar a utilizar o leite de transição. Deve fazê-lo até, pelo menos, a criança ter um ano e a par da introdução das papas e das sopas. Se o bebé demonstrar intolerância ao leite, existem leites alternativos que o pediatra poderá recomendar. Até aos quatro meses, o bebé deve ingerir entre cinco a seis biberões diários, com intervalos de quatro horas.

À medida que vão sendo introduzidas as papas e as sopas, o número diário de biberões vai diminuindo gradualmente até chegar à fase em que, finalmente, faz a transição e diz adeus ao biberão. Pois é, vai chegar uma altura em que, apesar de já ser um mestre na preparação do biberão, o seu filho já é capaz de beber leite por um copo, o que acontecerá por volta dos 18 meses. E aí começará uma nova etapa…

Texto: Teresa d'Ornellas

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