Introduzir alimentos sólidos na alimentação de bebés a partir dos três meses pode ajudar a combater noites mal dormidas. Um novo estudo britânico assegura que esta medida – que, a ser implementada, revolucionaria a vida de milhões de crianças – não só ajuda a dormir melhor como melhora a saúde da criança a longo prazo.

Realizado pelo King's College, pela Food Standards Agency e pelo Medical Research Council – instituições publicas britânicas – a investigação garante que os alimentos sólidos parecem aumentar o tempo de sono e reduzir o número de vezes que um bebé acorda durante a noite. A longo prazo, podem ainda reduzir o risco de a criança vir a sofrer de obesidade e diabetes.

O responsável máximo pelo estudo, Gideon Lack, docente do King's College, aconselha, porém, a que as mães continuem a amamentar os filhos pelo menos até aos seis meses, mesmo que lhes deem alguns sólidos mais cedo. E alerta que as crianças que costumam tossir ou palrar enquanto bebem leite podem ter dificuldade em comer sólidos – e por isso esta medida deve ser adotada mais tarde. Já no caso dos outros, “não há razões para retardar a alimentação de sólidos, desde que a amamentação continue pelo menos até aos seis meses.”

O estudo contemplou 1300 bebés exclusivamente amamentados até aos três meses. Metade deles foram gradualmente recebendo alimentos sólidos, enquanto os outros continuaram apenas a beber leite materno até pelo menos aos seis meses. Verificou-se que os bebés que comiam sólidos dormiam 16,6 minutos a mais e acordavam 13% menos vezes durante a noite. Também se revelaram menos propensos a sofrer distúrbios do sono graves.

Os autores da pesquisa acreditam que o consumo de sólidos faz com que as crianças deixem de sentir fome e acordem por causa disso. E afirmam estar em condições de provar que esses benefícios são duradouros: os bebés que começaram a comer mais cedo dormiam ainda melhor ao atingir os 12 meses.

O artigo do Daily Mail refere ainda que a maioria das mães britânicas já ignora a recomendação do aleitamento exclusivo – 75 por cento disse ter introduzido alimentos sólidos na alimentação do seu bebé antes de este completar cinco meses e 26 por cento explicou que o fez por sentir que a criança tinha fome durante a noite.

As organizações de saúde recomendam, ainda assim, que se façam mais estudos para comprovar estas conclusão e sublinham que a amamentação continua a ser a forma de alimentação privilegiada dos bebés.

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