Segundo o relatório este é um ponto crítico para as crianças africanas, porque é necessário investir na saúde, na protecção e educação, como prioridade absolutas até 2030, retirando assim centenas de milhares de pessoas da pobreza extrema.

Segundo Leila Pakkala, uma das relatoras e directora da UNICEF para a África de Leste e Austral, os menores representam quase metade da população actual em cerca de um terço dos 55 Estados membros da União Africana (UA).

Por seu lado, Marie-Pierra Poirier, também relatora e directora da UNICEF para a África Ocidental e Central, indicou que, segundo as projecções feitas para 2055, o número de jovens poderá atingir os mil milhões.

A UNICEF estima que, se as políticas para promover o emprego e os investimentos - locais e internacionais - no capital humano de África forem bem coordenadas, as próximas gerações terão melhorado quatro vezes a renda per capita.

Caso contrário, adverte a agência da ONU, esta "oportunidade única" será substituída por um "desastre demográfico", caracterizado pelo desemprego e instabilidade política e social.

Neste sentido, a UNICEF recomenda várias linhas de acção, que passam por melhorar os aspectos relacionados com a saúde, com a adaptação dos sistemas educativos, com o dar acesso aos jovens às novas tecnologias, para que possam aceder ao mercado laboral do século XXI, e com o garantir da segurança face a fenómenos como a violência, exploração, casamento infantil e abuso sexual.

As novas políticas, acrescenta a UNICEF, visam também eliminar as barreiras que impedem as mulheres e crianças de se tornarem membros plenos das respectivas comunidades e igualdade de oportunidades no plano laboral e na vida política.

Segundo a agência das Nações Unidas, o crescimento demográfico exponencial em África explica-se com a menor mortalidade infantil, maior taxa de fertilidade e pelo aumento de mulheres em idade reprodutiva.

O crescimento do total de habitantes do continente africano, segundo as projecções da UNICEF, levará ao aumento dos actuais 1.200 milhões para 2.500 milhões de pessoas em 2050.

VOA Português

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