O fim das férias é causa de um enorme stress, que afeta não só adultos como crianças e adolescentes. Tristeza, apatia, fraqueza, falta de concentração, ansiedade e irritabilidade são alguns sintomas a que se deve ficar atento, pois embora seja um estado de ânimo passageiro, pode vir afetar a saúde dos mais novos.

Considerado pelos especialistas como um “transtorno adaptativo” e de curta duração, este mau estar do fim das férias afeta cerca de 15% dos adultos e entre 5% e 8% das crianças, de acordo com dados do Grupo de Saúde Mental da Sociedade Espanhola de Medicina de Família e Comunitária citados no El Mundo.

Segundo os especialistas, trata-se de um período passageiro – costuma durar mais do que uma ou duas semanas –, mas mais importante que o tempo é a intensidade dos sintomas e a sua interferência no quotidiano. Dores de cabeça, de estômago e insónias são alguns sinais de que o caso é mais complicado.

Esta síndrome costuma registar-se quando, no final de um período de descanso mais longo do que o habitual, o indivíduo se julga incapaz de responder a um elevado número de exigências decorrentes do regresso à rotina ou à vida laboral. Crianças e adolescentes podem sentir-se “esmagados” com as novas obrigações e responsabilidades que enfrentam depois de tantos dias de descanso.

O que fazer, então? Ser positivos, dizem os especialistas. Há que estimular os miúdos a voltar a encantar-se com o que gostavam no ano anterior, a entusiasmar-se com as novas atividades extra-curricularess, com os novos amigos e, até, o novo material escolas. A tarefa pode ser mais difícil se os próprios pais padecerem do mesmo estado de ânimo.

A rotina é o melhor remédio. Voltar pouco a pouco a horários e tarefas, adotar uma boa alimentação, praticar desporto e descansar são os conselhos dos especialistas e servem para toda a família.

Conselhos práticos:

  1. Voltar a ter horários
    Os pais devem estabelecer novos horários para acordar e deitar, o que ajudará os filhos a adaptar-se mais facilmente ao novo ano que se inicia.
  2. Organizar o que aí vem
    É uma boa ideia envolver os filhos nos preparativos do regresso às aulas. Devem ajudar na compra dos livros, cadernos e outro material escolar. Deixe que sejam eles a fazer algumas escolhas, como a mochila nova. Forrar os livros, pôr etiquetas nos cadernos e outras atividades do género costumam ser divertidas para crianças e adolescentes, que gostam de personalizar o respetivo material. Atenção! Nunca deixe estas tarefas para a última hora, isso pode causar mais stress.
  3. Voltar a falar com os companheiros de escola
    Os mais novos estão, frequentemente, pelo menos dois meses sem ver os amigos do ano anterior. Uma boa ideia é voltarem a contactar com eles ou encontrarem—se algum tempo antes do primeiro dia de aulas. Aí poderão trocar informações sobre as férias e partilhar expectativas em relação ao novo ano.
  4. Rever a matéria do ano anterior
    Durante pelo menos dois meses, as crianças não tiveram qualquer contacto com os conteúdos lecionados no ano anterior. Nas semanas antes do regresso, é bom que revejam matérias como a tabuada, algumas regras de ortografia ou verbos irregulares, o que os ajudará a enfrentar o novo ano com mais segurança.
  5. Sempre positivos
    São poucos os miúdos que querem voltar de novo à rotina, pelo que cabe aos pais animá-los e incentivá-los para que entrem no primeiro dia com o pé direito. Os adultos devem transmitir a alegria de voltar a estar em casa, no seu quarto, com os seus brinquedos e as suas coisas. A par disso, fale-lhes nas novas matérias e atividades extracurriculares.

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