Dia? 8 de Março. Ano? 1857. Foi este o momento que marcou aquele que depois foi eleito como o Dia Internacional da Mulher. Nesse dia, um grupo de operárias têxteis de uma fábrica em, Nova Iorque, resolveram entrar em greve.

A sua reinvidicação era a redução do horário de trabalho de 16 para 10 horas. No entanto, estas mulheres, que por este tempo de trabalho recebiam menos de um terço do que o salário recebido pelos homens, foram fechadas na fábrica.

Um incêndio deflagrou e, nesse dia, morrerem 130 mulheres.

Esta história, que parece saída de um guião de um filme, tem sido alimentada ao longo dos anos como verdadeira. No entanto, não se sabe se esta greve realmente aconteceu ou não.

Mas uma verdade é o facto de o Dia Internacional da Mulher ter como principal objectivo chamar a atenção para o papel da mulher na sociedade, constestar preconceitos e rever limitações impostas à mulher, no mundo.

Outra verdade é que o dia pelos direitos das mulheres foi celebrado pela primeira vez a 28 de Fevereiro de 1909, nos EUA.

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No ano seguinte, em 1910, de uma conferência realizada na Dinamarca, saiu o desejo de definir uma data para assinalar esta data e dar força ao movimento feminista que crescia um pouco por todo o mundo.

A data foi mais tarde escolhida como homenagem à luta das mulheres russas, que a 8 de Março de 1917, reclamaram em São Petersburgo o direito a mais pão ao regime czarista vigente no país, que foi o mote para a Revolução de Fevereiro.

Nos dias de hoje

A data foi cebebrada até 1920 mas depressa caiu no esquecimento, sendo resgatada na década de 60 pelos movimentos feministas, tendo sido instituída pela ONU em 1977.

Apesar de actualmente esta data ter um carácter mais festivo, perdendo a conotação política que tinha inicialmente, estima-se que 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da sua vida.

Segundo dados do Banco Mundial "as mulheres entre os 15 e os 44 anos correm mais risco de serem vítimas de violação e violência doméstica do que de cancro, acidente de carro, guerra e malária".

Também num estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em 11 países, concluiu que a percentagem de mulheres submetidas a violência sexual por um parceiro íntimo varia de 6% no Japão a 59% na Etiópia.dentes de carro, guerra e malária".

Ainda segundo a OMS, em países como a Austrália, o Canadá, Israel, África do Sul e Estados Unidos, 40% a 70% das mulheres sejam mortas pelo seu companheiro ou ex-compareiro.

Estima-se ainda que 130 milhões de mulheres e meninas já tenham sido submetidas a Mutilação Genital Feminina, com especial incidência no continente africano e em alguns países do Médio Oriente.

Estima-se também que, por ano, dois milhões de meninas estão sob a ameaça de sofrer de mutilação genital.

Em relação a este tema, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon afirmou que "existe apenas uma verdade universal, aplicável a todos os países, culturas e comunidades: a violência contra as mulheres nunca é aceitável, nunca é perdoável, nunca é tolerável".

Daniela Costa

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