Entre amigos, colegas e familiares, André Matola, mais conhecido por Matolinha, lançou segunda-feira, no Hotel Vip, em Maputo, o seu primeiro livro intitulado “Moçambique – Sida e Hábitos Tradicionais”.

O livro retrata não só os problemas do HIV/SIDA no país, mas sobretudo os efeitos negativos que as práticas tradicionais trazem para a nossa sociedade. “Esta obra é um convite à reflexão sobre as práticas tradicionais utilizadas no nosso país. É sabido que as cerimónias de purificação realizadas em mulheres viúvas, conhecidas na zona centro do país por “Kupita Kufa”, são hábitos e tradições que devem ser cumpridos, mas acredito que é possível encontrarem-se alternativas, uma vez que essas práticas têm contribuído para o aumento da Sida em Moçambique”, explica o autor.

O evento teve direito a música ao vivo com a voz da Elvira Viegas, que interpretou canções dedicadas às crianças: “Na li ntsongo”, que em português significa “ainda sou uma criança”, conta a história de uma criança que pede para a deixarem crescer para que um dia possa ser adulto como nós”, conta Elvira.

Para Leonel Magaia, o livro do Matola retrata a realidade clara e fria dos problemas da Sida no país. Esta obra, acrescenta Magaia, “traz-nos também luz e esperança, porque já é possível observar, em diferentes zonas do país, mudanças de comportamento tanto a nível das tradições como também da mentalidade das pessoas.

Composta por 106 páginas, a obra é uma compilação de várias reportagens sobre o HIV/Sida, realizadas ao longo dos últimos quatro anos. O livro conta ainda com a participação de todos os colegas do semanário “Domingo”, com especial destaque para Leonel Magaia (revisão), Alfredo Mueche (imagem) e com o apoio da Sociedade Notícias e do Departamento de Prevenção e Combate do HIV e Sida no Ministério do Trabalho.

A inauguração contou com personalidades da comunicação social, como Jorge Matine e Glória Muianga.

Sílvia Panguane

02 de Junho 2010

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