A entrada no novo ano é a altura ideal para refletirmos sobre as peripécias de 2018.  Relembre os momentos mais chocantes no mundo da moda, através das imagens abaixo.

Christopher Bailey deixou a Burberry e Riccardo Tisci assumiu a posição de diretor criativo

Em março de 2018, Riccardo Tisci deixou todos boquiabertos com o seu novo cargo, uma vez que o seu trabalho até então, como designer de marcas mais ‘dark’ como Givenchy nada tinha a ver com a identidade da marca Burberry.

No seu primeiro desfile SS19 para a Burberry, surpreendeu com uma coleção para todos os gostos, na London Fashion Week. No entanto, chocou tudo e todos com a sua atitude em relação às sobras de coleções anteriores: destruiu todas as peças de forma a defender a nova identidade da marca. No entanto, para tentar acalmar os ânimos, decidiu delinear novas estratégias para resolver essa questão e eliminou todas as peças com pele animal das novas coleções.

O casaco de Melania Trump

Foi em junho de 2018 que a primeira-dama teve a ideia de usar um casaco com uma frase chocante ‘Eu realmente não me importo, e você?’ tendo em conta que se encontrava numa visita a um campo de refugiados, no Texas. O casaco em causa era da Zara e foi alvo de comentários durante alguns dias, pela falta de solidariedade de Melania Trump.

 

Como resposta a este acontecimento, a marca de vestuário ‘WildFang’ criou uma linha de peças com a frase oposta à do casaco da primeira-dama.

Novo diretor criativo de Céline desilude fãs da marca

Habituados a uma estética clean e sofisticada, o clã Céline + Phoebe Philo ficou descontente ao ver a identidade da marca desaparecer com a nova posição de Hedi Slimane. Com forte influência nos anos 1980, com vestidos curtos, mangas balão e até uma nova linha masculina, a sua nova coleção, segundo os fiéis clientes da marca, em nada refletiu a identidade da mesma.

Esta mudança gerou alguma polémica e houve a necessidade de criar uma conta de Instagram ‘Old Céline’ para que o trabalho de Phoebe Philo não fosse esquecido.

O movimento ‘Fake fur’

2018 foi um ano de mudança e marcas como Burberry, Coach, Diane Von Furstenberg e Michael Kors juntaram-se ao movimento ‘Fake fur’ para eliminar de uma vez por todas o uso de pele de mamíferos nas coleções.

Chanel recentemente também anunciou o fim do uso de peles e couros de animais.

Riccardo Tisci na sua primeira coleção como diretor criativo da marca Burberry, chamou a atenção para esta questão través das suas peças e usou o animal print de forma a dar mais ênfase ao movimento.

Michael Kors compra Versace

Em setembro de 2018, Donatella Versace vendeu a marca de luxo por dois mil milhões de dólares. Apesar desta mudança, a estilista continuou à frente da maison italiana na parte criativa, de forma a não perder a identidade da Versace.

No ano anterior, a ‘Michael Jors Holdings Limited’ agora ‘Capri Holding Limited’ adquiriu também a marca de luxo Jimmy Choo.

Alguns dos planos para o futuro da marca Versace passam pela abertura de várias lojas pelo mundo inteiro e investimento em e-commerce, calçado e acessórios.

 

Dolce & Gabbana desilude chineses

Foi em novembro de 2018 que a dupla Dolce&Gabbana viu-se obrigada a cancelar o desfile devido à polémica causada pelos comentários racistas e imagens divulgadas na internet. O que seria o lançamento de uma campanha para homenagear a cultura chinesa, obteve o efeito contrário. A campanha consistia numa mulher chinesa a receber indicações de como comer pasta italiana com pauzinhos.

Esta atitude foi considerada racista por muitos e até algumas celebridades e modelos que faziam parte do desfile decidiram cancelar a sua presença. De forma a desculpar-se pelo sucedido, a marca de luxo publicou um vídeo de arrependimento, posteriormente.

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