1979. Moçambique ainda vivia a emoção da independência nacional. Enorme era a alegria por todos, porque se sentiam donos de si mesmos. podiam percorrer o país de lés-a-lés, compartilhar cada momento. Afinal, todo o bem merece ser vivido com intensidade.

Tão especial foi o facto de, nesse percurso em que os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, massificavam a união como um povo, duas pessoas, não só participavam como parte integrante desse movimento nacional, como particularizavam essa socialização para uma escala mais personalizada.

Timóteo e Celeste partilhavam o mesmo espaço como colegas na Escola Secundária Josina Machel e os mesmos ideais, facto que terá contribuído para o nascimento e rápida intensificação de um sentimento profundo e cúmplice. Celeste e Timóteo enamoraram-se.

Foi na busca do saber que aprenderam a amar e saber sofrer. Viveram dois anos de um amor intenso e inquebrantável (1979-1980). Inquebrantável porque, em 1981, o varão teria de deixar o país, rumando para o exterior onde iria continuar os seus estudos. Foram 6 anos de uma longa e sofrida espera por um reencontro.

Porém, nem a distância, nem a saudade foram capazes de corroer os seus corações e infectar aquele sentimento profundo que nutriam um pelo outro. Antes pelo contrário, a ocasião não fez o ladrão e propiciou forças para resistir às tentações, plantando, na solidão, a felicidade que o futuro lhes reservava.

Findos os estudos, em 1987, Timóteo, enfim, retorna ao país e, decerto, aos braços da sua amada.

1988 – Já seguros de que mais nada poderia pôr em causa a sua união decidem dar o primeiro passo em direcção ao matrimónio, oficializando a relação em noivado.

1990 – Entenderam, enfim, que para minimizar a saudade e poderem partilhar de perto cada plano, cada desejo e sentimento, deveriam partilhar o mesmo tecto. Foi então que passaram a viver juntos, deixando o casamento para depois, pois o que contava na altura era o fogo da paixão, a força do amor e a vontade de viver a vida como um só corpo, que o tempo teimara em separar.

1992 – Colhem o primeiro fruto. Do amor nasceu o primogénito, que tomou o nome de Timóteo Júnior. Dois anos depois, o destino volta a brindar-lhes com a vinda ao mundo de mais um rebento, a quem chamaram de Jéssica Verónica.

2009 – A 3 de Maio, decidem adquirir a patente de casados, declarando alto e a bom som o SIM, perante o conservador do Registo Civil de Maputo, sua terra natal e de residência, e tomando na mão o anelar um do outro a fim de selar a união com aliança de ouro.

Timóteo, engenheiro mecânico de Aviação e Celeste, antropóloga, vivem felizes e, quer a "Noivas & Eventos" acreditar que as experiências por que passaram não só os construíram comopessoas capazes de dar o seu contributo pelo desenvolvimento deste país, como serviram para fortificar os laços que os unem desde o dia em que juraram viver um para o outro. Que tenham longevidade, porque afinal o que é bom é para durar.

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