“Diferente mas Igual” é o mais recente álbum da rapper moçambicana Dama do Bling, que foi lançado em Outubro do ano passado. Este é o quarto disco da Bling, onde explora temas diferentes dos outros discos, mas sem fugir ao estilo que lhe é característico. “Não preciso de inspiração para escrever, mas muitas das músicas deste álbum escrevi quando estava triste”, revelou a cantora em entrevista ao SAPO Mulher MZ.

Dama do Bling, nome artístico de Ivânnea Mudanisse, é licenciada em Direito, mas foi na música que encontrou a sua verdadeira vocação. “Quando terminei o curso comecei a cantar e a sair à noite com um grupo de amigos. Adorava as saídas e aqueles ambientes e foi então que decidi seguir em frente com a carreira musical”, revelou.

A música surgiu por mero acaso, mas a cantora não tardou a atingir o sucesso. A rapper considera-se uma mulher irreverente, estranha, um ser humano único e perfeccionista, que não gosta de ouvir palpites dos outros, pois os mesmos só atrapalham. “Quando decido fazer uma coisa sigo em frente com a ideia. Não gosto de ouvir a opinião dos outros, porque deixa de ser aquilo que eu quero para passar a ser aquilo que outra pessoa quer”, explica.

Da música ao mundo da moda
Dama do Bling considera-se uma “maria-rapaz” capaz de viver o dia-a-dia de jeans, sapatilhas e t-shirt, mas não esconde a paixão pela moda. “Antes de cantar já fazia moda. Como artista tenho que ter atenção à imagem que está ligada à moda. Conheci o Feliciano em 2007 e começámos a trabalhar juntos”, acrescenta a cantora.
Em 2008, a Dama do Bling participou pela primeira vez no Mozambique Fashion Week (MFW) onde, junto com o seu colega, Feliciano da Câmara, saíram vencedores do concurso CFM e o passado Mcel e, em 2009, arrecadaram o prémio na categoria “Visão da Moda em 2050”.

A fama é importante para o reconhecimento de um artista, defende a Dama do Bling, mas reconhece que muitas vezes a fama é confundida com fanatismo. “A fama não me assusta, mas prefiro ser uma pessoa popular, o fanatismo faz mal ao artista e nunca devemos esquecer que tudo aquilo que nos constrói é o mesmo que nos destrói”.

A Dama do Bling já conta com o quarto álbum de originais e, para este ano, a aposta vai para a promoção do álbum, a conquista de novos mercados e, ainda, juntar-se ao projecto Marrabenta organizado pelo músico Stewart Sukuma.

Nos tempos livres, a rapper não dispensa um bom programa de televisão ou ler um bom livro da escritora moçambicana Paulina Chiziane. Nas férias, o destino é praia: “Gosto de ir a Vilanculos porque lá podemos sempre fingir que somos ricos”, conclui a cantora.

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Sílvia Panguane

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