O Mundial de futebol é um grande orgulho para os africanos porque expõe ao mundo os aspetos mais positivos de África e dos africanos, disse ontem à Lusa a mulher do ex-presidente Nelson Mandela, Graça Machel.

Machel salientou que o primeiro Mundial realizado em solo africano está a ajudar a alterar a imagem conservadora que a África tem no resto do mundo, expondo a grande capacidade dos africanos em organizar eventos ao nível dos melhores do mundo.

“A imagem que o mundo tem de África é sempre a das desgraças, e é importante que as pessoas que aqui vêm encontrem uma África do Sul de modernidade, uma África do Sul capaz de competir com qualquer país europeu ou americano onde já se realizaram estes jogos e eu julgo que isso é uma surpresa agradável para toda a gente”, salientou a ex-primeira dama da África do Sul, viúva do primeiro presidente e fundador da República de Moçambique, Samora Machel.

“É importante que os africanos demonstrem que somos muito mais do que aquilo que o mundo sabe de nós”, acrescentou esta ativista dos direitos das mulheres e das crianças africanas.

Em declarações â agência Lusa, após assistir à abertura de uma exposição de porcelanas portuguesas da centenária Vista Alegre/Atlantis, em Melrose Arch, Joanesburgo, Graça Machel exortou os jornalistas que cobrem o Mundial2010 a verem a África do Sul além do Mundial.

“Não se limitem a ver os jogos, vejam também os detalhes do dia a dia das pessoas de cá. É verdade que é uma sociedade muito desigual, mas é uma sociedade com vida, que vibra de uma maneira muito interessante. Aqui encontra-se de tudo, absolutamente de tudo, é só saber ver”, concluiu Graça Machel.

Instada a revelar qual a seleção pela qual está a torcer nesta competição, Graça Machel retorquiu com um sorriso aberto: “Pode perguntar-me mas eu não vou responder”.

21 de Junho de 2010

LUSA

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