O cancro do ovário tem a maior taxa de mortalidade de entre todos os tumores do tracto genital feminino. O principal motivo é porque o diagnóstico é tardio, uma vez que, “os sintomas são tardios e as doentes vão ao médico habitualmente apenas quando há queixas”, refere Mónica Nave, oncologista do Hospital da Luz, em Lisboa, sublinhando que na maior parte dos casos os tumores crescem sorrateiramente no ovário sem dar queixas, ou seja em silêncio.

Para além do diagnóstico tardio, a especialista chama atenção para o facto de não haver nenhum método de rastreio que permita um diagnóstico precoce e que possa ser aplicado à população em geral.

A doença pode ocorrer em qualquer idade, no entanto a maior incidência ocorre a partir dos 50 anos, o que não exclui a possibilidade da doença surgir em mulheres jovens.

Por isso, Mónica Nave alerta para a importância de todas as mulheres, mesmo após a menopausa, procurarem o seu médico ginecologista uma vez por ano. “Na consulta o médico pode inquirir acerca de sintomas que o doente pode não valorizar e num exame objectivo o especialista pode perceber a presença de lesões que sugiram a presença de um tumor do ovário”.

29 de Novembro de 2010

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