Cada vez somos mais bombardeados com afirmações que asseguram que os cremes são perfeitamente dispensáveis, que a queda de cabelo é inevitável e que o excesso de dermocosméticos pode saturar a pele. Afaste, no entanto, da sua mente essas afirmações sem fundamento. As mulheres e os homens do século XXI não podem continuar reféns de um rol de mitos que, devido à sua inveracidade, atentam contra a sua imagem, como é o caso dos que se seguem.

1. A cosmética não passa de uma estratégia de marketing

Muitos portugueses ainda pensam que, para se cuidar, pouco mais basta do que lavar a cara com água e sabonete e usar um creme hidratante diariamente. Levar a sério um enunciado deste tipo implica não querer reconhecer os avanços em biotecnologia e em química nas últimas décadas. O nível de investigação e desenvolvimento que há por detrás do lançamento de novos produtos cosméticos é, em muitos casos, comparável ao das grandes farmacêuticas.

É certo que não existem produtos milagrosos nem poções mágicas mas as investigações científicas levadas a cabo pelas marcas de cosmética geram descobertas surpreendentes, que permitem responder cada vez melhor às necessidades da pele. A ciência é o melhor antídoto contra os falsos mitos. Basta olhar para algumas das mais recentes descobertas cosméticas para perceber que, além de serem eficazes, apresentam resultados mais duradouros.

2. Os cremes de rosto devem ser aplicados de forma enérgica para serem mais eficazes

Não passa de um mito aquela crença que existe que garante que os cremes de rosto devem ser aplicados com uma massagem enérgica para ativar a circulação na zona em que pretendem atuar para acelerar o seu efeito. A verdade é que a pele do rosto é a mais delicada de todo o corpo, mesmo nos homens, e, como tal, não convém abusar na energia com que a trata. Delicadeza é, assim, a palavra de ordem a reter.

Os produtos de rosto devem ser aplicados sempre com movimentos suaves e ascendentes. Em zonas como o contorno dos olhos, pode realizar ligeiras pressões com as pontas dos dedos, como se estivesse a tocar piano, para ativar a microcirculação. Esta forma de aplicação permite uma melhor e mais rápida absorção das fórmulas cosméticas, ao mesmo tempo que tonifica a pele e os músculos do rosto.

3. A nossa pele pode ser esfoliada todos os dias

A esfoliação diária permite que os ativos dos produtos dermocosméticos aplicados no quotidiano penetrem melhor na pele, acreditam alguns. Nada de mais errado! O objetivo da esfoliação é remover as células mortas, o excesso de gordura e a sujidade acumuladas na epiderme, a camada superficial da pele. Em si mesmo, este é um processo benéfico para a pele, mas não deve, todavia, ser feito diariamente.

A ação das suas micropartículas sobre o rosto reduz temporariamente a capacidade defensiva da camada córnea face às agressões. É razoável realizar uma esfoliação facial a cada 15 dias mas depende do seu tipo de pele. As peles com mais tendência para acumular gordura, por exemplo, podem necessitar de uma limpeza semanal ou a cada 10 dias. O importante é escolher o produto adequado e utilizá-lo com regularidade.

4. A sesta é coisa de gente preguiçosa

Dormir depois das refeições diminui o rendimento laboral e deixa uma sensação de torpeza no corpo, acusam os detratores deste hábito, muito popular no país vizinho e também nalguns da América Latina. Na verdade, depende do tipo de sesta. As de ir à cama com três horas de duração não são recomendáveis mas, sim, aquelas que duram 15 ou 20 minutos e não requerem deitar-se.

É preferível esperar meia hora após a refeição para fazer a sesta e evitar posturas que dificultem a digestão. Está cientificamente comprovado o efeito relaxante e energético deste tipo de sestas, para além dos benefícios que trazem à pele. Os espanhóis e os mexicanos não são, no entanto, os únicos adeptos da sesta. No Oriente, esta é uma prática milenar.

Muitos centros de massagem contam com sestómedros onde os clientes podem repousar após os tratamentos. Em Espanha, até já existem locais denominados nap lounges, como os anglo-saxónicos lhes chamaram. Espaços com salas preparadas para descansar após um almoço de trabalho. Siga esta tendência e permita-se relaxar durante 15 minutos, idealmente depois de comer.

5. É preciso fazer muito exercício para tonificar e emagrecer

Quanto mais exercício, melhor! Passar horas e horas a treinar, tonifica mais e permite emagrecer com maior rapidez. São muitos os que acreditam que sim mas a realidade não é assim tão linear. Suar até à exaustão no ginásio, levantando cargas pesadíssimas, como muitos homens fazem, é um hábito saudável. Estudos recentes demonstram que o excesso de exercício aumenta a produção de radicais livres, o que acelera o envelhecimento, o que é positivo.

O exercício deve, todavia, ser praticado com prudência e ser supervisionado por um professional. O ginásio comporta também alguns riscos, que vão desde lesões por sobrecarga muscular até à vigorexia, um transtorno obssessivo-compulsivo, ainda desconhecido de muitos, que é gerado pela prática exagerada de exercício físico. Não é recomendável ir mais de quatro vezes por semana nem fazer treinos de mais de duas horas, alertam os especialistas.

A figura do treinador pessoal está cada vez mais implantada e, com as redes sociais, estes profissionais do desporto ganharam ainda maior importância e mais protagonismo. Apesar de implicar um gasto extra, recorrer a eles traz uma série de vantagens. Os resultados são visíveis a curto prazo, essa opção assegura um progresso regular e evita ainda lesões, bem como o sentimento de frustração por seguir uma árdua rotina de exercícios sem ver resultados.

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