Longe vão os tempos em que o sol era um inimigo, algo a evitar. Na verdade, sabe-se que o sol é um forte aliado, que contribui para que a nossa saúde tenha mais qualidade. Promove a produção de vitamina D, um bem necessário ao nosso organismo, fortalece o nosso sistema imunitário, actua sobre os ossos, a pressão arterial, podendo prevenir alguns cancros e ter uma acção antidepressiva. Contudo, todos os efeitos positivos deixam de ser benéficos se não soubermos como dosear, de uma forma correcta e com a devida protecção.

Proteja-se!

Os protectores solares devem ser utilizados de uma forma correcta. Para isso é importante entender como funcionam. E nunca é demais relembrar estas coisas…

Existem dois tipos de radiações ultravioleta (UV) que chegam até nós: UVA e UVB. As radiações UVA provocam um envelhecimento prematuro da pele e afectam o sistema imunitário. As radiações UVB provocam queimaduras solares. Ambos os tipos de radiações contribuem para os riscos de cancro da pele.

O chamado factor de protecção solar (SPF) é um índice utilizado para descrever a «intensidade» com que o produto actua para prevenir eventuais queimaduras solares, ou seja, para proteger sobretudo das radiações UVB. Devemos utilizar o SPF correspondente ao nosso tipo de pele, bem como a quantidade suficiente para que o escudo de protecção seja eficaz. Além disso, é importante que os protectores contenham protecção também contra os raios UVA. Os protectores da nova geração são aqueles que actuam no seu todo.

Abuse dos protectores solares

A primeira aplicação deverá ser feita pelo menos 30 minutos antes da exposição ao sol. Depois da primeira aplicação, deve ter em conta que o protector deve ser aplicado com frequência ao longo do dia, nomeadamente após o banho, sempre que suar bastante, quando se limpa a uma toalha ou, pelo menos, de duas em duas horas.

Em climas tropicais, os cuidados devem ser redobrados e deve- -se ainda recorrer a protecções adicionais, tais como o uso de chapéu, óculos e t-shirts.

Os especialistas afirmam ainda que a protecção deve ser diária, e não apenas no Verão, em qualquer idade e tipo de pele. Segundo Manuela Passô, dermatologista, «as peles africanas também precisam de creme solar. Apesar de terem mais melanina, o envelhecimento cutâneo acontece, mas menos do que nas peles brancas, assim como a probabilidade de cancro cutâneo ». O melasma, manchas na pele frequentes nas mulheres, «quando surge em pele africana, é pior do que quando acontece em peles claras», segundo esta médica, por isso a protecção é muito importante. Manuela Passô refere também que mulheres angolanas que venham para a Europa têm de ter mais cuidados na hidratação da pele, por causa da mudança de clima. Por isso, já sabe, hidratação sempre!

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O que usar

Os especialistas dizem que o SPF a utilizar depende da tonalidade da pele e de como ela reage ao sol. As seis variações mais comuns estão situadas numa escala concebida, em 1975, pelo dermatologista americano Thomas Fitzpatrick, da Universidade Harvard.

Peles muito brancas e brancas
Queimam-se com bastante facilidade e quase nunca se bronzeiam, devendo utilizar um SPF 60. São os tipos de pele mais sensíveis e por isso pedem um maior índice de protecção.

Peles ligeiramente morenas e morenas
Queimam-se com razoável facilidade e costumam ficar bronzeadas, sendo o factor de protecção 30 o mais adequado, pois a pele já conta com alguma protecção natural.

Peles muito morenas e negras
Raramente se queimam e ficam sempre bronzeadas, por isso o índice de protecção deve ser entre os 8 e os 15.

A União Europeia criou novas regras para que os protectores sejam mais eficazes e de fácil entendimento, sendo os rótulos mais objectivos em relação à informação a transmitir. Os protectores devem proteger contra os raios UVB, bem como os UVA. As embalagens não deverão conter designações erróneas, como «ecrã total» ou «protecção total». Mais: para que um produto seja considerado protector solar, deve conter, no mínimo, uma protecção UVB de nível 6. O filtro contra os UVA deverá equivaler a um terço da protecção total do produto.

Por considerar que os índices de protecção solar utilizados não servem o objectivo de clareza exigido, a Comissão Europeia propôs a substituição dos índices numéricos pelas categorias «fraca», «média», «alta» e «muito alta». Mas lembre-se de que nenhum filtro tem a capacidade de barrar a 100% os raios solares e que a partir do índice 30 a capacidade de protecção passa a ser quase idêntica.©

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