A formação será gratuita para todos os futuros alunos, o que representa uma economia de 55.000 dólares por ano, anunciaram as autoridades da NYU perante a estupefação de jovens e pais.

A medida busca aliviar os crescentes custos educacionais dos médicos, atrair os alunos mais brilhantes, aumentar a diversidade e evitar que os médicos prefiram especialidades mais bem remuneradas para pagar as dívidas contraídas para financiar os estudos, em detrimento da medicina familiar, da pediatria e da ginecologia.

Alunos endividados

A associação americana de faculdades de medicina calcula que a dívida média dos médicos recém-formados nos Estados Unidos seja de 202.000 dólares e que mais de 21% dos médicos que estudaram em uma universidade privada como a NYU têm dívidas que superam os 300.000 dólares.

"Esta decisão reconhece um imperativo moral que deve ser enfrentado em um momento em que as instituições colocam uma carga crescente da dívida nos jovens que aspiram a se tornar jovens médicos", disse o médico e professor Robert Grossman, decano da faculdade.

"A nossa esperança - e a nossa expectativa - é que, ao tornar a faculdade acessível a um leque mais amplo de candidatos, sejamos um catalisador para a transformação da educação médica ao nível nacional", afirmou Kenneth Langone, presidente do diretório do hospital universitário NYU Langone Health e um dos cerca de 2.500 doadores que pôs mais fundos para a iniciativa.

A medida aplica-se aos 93 novos alunos do primeiro ano e aos outros 350 que ainda têm pela frente três anos de formação.

A faculdade de medicina da NYU indicou que se torna, assim, a única entre as dez melhores do país a oferecer escolaridade gratuita aos seus estudantes. O plano não cobre alojamento e gastos administrativos, que em médica custam 27.000 dólares anuais.

Segundo a associação College Board, o custo médio de uma licenciatura universitária básica (quatro anos) nos Estados Unidos é de 34.740 dólares por ano, numa universidade privada, sem contar os gastos com alojamento e alimentação.

A maioria das universidades mais prestigiosas é privada e os jovens acabam por se endividar parcial ou totalmente para poder estudar.

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