Valentim Altino Matias, que discursava, em Luanda, na abertura de um encontro com operadores do sector da importação, distribuição e comercialização de medicamentos e produtos farmacêuticos, reafirmou que a malária ainda representa 40% das mortes perinatais e 20% da mortalidade materna no país.

"Em Angola, a malária continua a representar um problema de saúde pública, sendo a primeira causa de morte, de doença, de absentismo laboral e escolar, constituindo ainda uma das principais causas de morbilidade e mortalidade perinatal, de baixo peso, ao nascer", afirmou.

Segundo o governante, a malária também representa cerca de 35% da demanda de cuidados curativos hospitalares, bem como 20% de internamentos hospitalares, 40% das mortes perinatais e 20% de mortalidade materna.

Em relação à tuberculose, Valentim Altino Matias insistiu que continua a ser um problema de saúde pública, assumindo-se, nos últimos três anos, como a terceira causa de morte no país.

Os medicamentos para tuberculose, antimaláricos, antirretrovirais e suas formulações constantes do Protocolo Nacional de tratamento destas doenças e ainda a monitorização do mercado nacional de medicamentos foram alguns dos temas em análise no encontro.

A questão dos estabelecimentos farmacêuticos ilegais e o Formulário de Notificação de Produtos Suspeitos de Contrafação/Falsificação estão também em análise no encontro promovido pela Inspecção Geral da Saúde, órgão do Ministério da Saúde de Angola.

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