Hoje há oportunidade, entre as 12h35 e as 18h03, de ver o planeta Mercúrio passar entre a Terra e o Sol. Se não for esta segunda-feira, a próxima oportunidade só acontece a 13 de novembro de 2032, daqui a 13 anos.

Durante o trânsito, o planeta apenas tapa a luz solar na direção da Terra, aparecendo como um pequeno disco negro em frente ao disco solar.

A observação do Sol, mesmo com o auxílio de aparelhos óticos, causa graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança corretos não forem acautelados. Uma má utilização dos filtros solares ou de aparelhos de observação, assim como a observação directa, podem causar cegueira instantânea ou gradual sem regressão.

Não é possível observar o trânsito de Mercúrio através dos filtros solares oculares, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa. Pode observar o trânsito de Mercúrio através dum telescópio equipado com filtro objetivo solar adequado.

Saiba como observar o trânsito de Mercúrio à frente do Sol em segurança Saiba como observar o trânsito de Mercúrio à frente do Sol em segurança
créditos: Observatório Astronómico de Lisboa

Para o observar recomenda-se a utilização dum telescópio com uma ampliação de 50 vezes a 100 vezes. Porém, a objetiva deve ser tapada com um filtro solar adequado, que deve ser adquirido em lojas da especialidade.

Os requisitos visuais e fotográficos para o trânsito são idênticos aos da observação de manchas solares e de eclipses solares parciais. As observações de maior segurança e que permitem um bom resultado recorrem à projeção da imagem solar num alvo.

Por isso, a maneira mais aconselhável para observar o trânsito de Mercúrio é projetar a imagem do sol através de binóculos para um cartão branco. Um segundo cartão com um furo pode ser colocado em frente da ocular, o que melhora o contraste da imagem projetada.

A imagem solar no cartão alvo aparecerá branca com o pequeno ponto negro de Mercúrio (semelhante a uma mancha solar). A mesma técnica de projeção pode naturalmente ser utilizada com um telescópio refrator.

Os conselhos são do Observatório Astronómico de Lisboa.

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