O acidente vascular cerebral (AVC) não escolhe idades, mas escolhe diabéticos, hipertensos, fumadores, obesos, sedentários, consumidores excessivos de bebidas alcoólicas… E quanto maior o número de fatores de risco, maior é o risco do AVC aparecer e mudar mais uma vida.

Em cada três portugueses que sofrem um AVC, um irá morrer, outro ficará com incapacidade permanente, muitas vezes, severa, e apenas um terceiro acabará por lhe sobreviver.

Mas a cada português que escolhe, o AVC estende primeiro a mão pedindo mudanças. Precisamos de mudar os estilos de vida para revertermos esta caminhada para o abismo. Mudar hábitos alimentares, deixar de fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar atividade física de forma mais regular.

E quando o médico diz que está tudo na mão de cada um de nós, é literalmente verdade.

Faça o exercício de olhar para a sua mão:

- os 5 dedos correspondem às 5 refeições que devemos realizar por dia;

- as duas mãos juntas em forma de colher são a quantidade de hortaliças e legumes no prato;

- a palma da mão é equivalente à quantidade de carne ou peixe que podemos ingerir ao almoço e jantar;

- o punho fechado corresponde à quantidade de arroz, massa, batata ou leguminosas a acompanhar a refeição;

- uma mão em forma de colher encaixa a porção de fruta a cada refeição;

- a espessura de dois dedos (indicador e dedo médio) ditam a quantidade máxima de queijo;

- a ponta do indicador é a quantidade de sal, açúcar ou azeite permitidos para tempero e confeção durante o dia.

E se juntarmos os ensinamentos da nossa mão aos dos nossos pés que, todos os dias, nos pedem atividade física pelo menos 20 a 30 minutos, estaremos a proteger ainda mais células do nosso cérebro. Prevenir é o melhor remédio. Cada AVC que se previne, é menos um AVC que se trata.

As explicações são da médica e nutricionista Sandra Alves, membro da Sociedade Portuguesa do AVC.

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