Associado ao tema, surge sempre o ómega 3. Foi na década de 1970 que se começou a perceber as qualidades desta substância quando Dyerberg e Bang chamaram, pela primeira vez, a atenção para os ácidos gordos ómega 3 (EPA e DHA), considerando-os uma “valiosa alternativa à terapêutica farmacológica convencional da Hipertrigliceridemia…”, vindo em 2006, o Estudo SOFA, mostrar que “estudos epidemiológicos revelaram que uma alimentação rica em peixe, está associada a um menor risco de doença coronária fatal”.  Tal como se pode ler num artigo publicado no site da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Desde então, muitos produtos têm vindo a assumir nos rótulos a existência de ómega 3. Mas é preciso ter atenção ao tipo de ómegas 3 disponibilizados.

Nem todos os ómega 3 são iguais. O “bom” ómega 3 é o de cadeia longa (ácidos gordos de cadeia longa) que se podem obter através de peixes de águas profundas (salmão, anchova, atum, bacalhau, albacora, cação). Os ómega 3 menos adequados, com menos benefícios para a saúde, são os ácidos gordos de cadeia curta – encontrados, por exemplo, em óleos extraídos de soja, gira-sol ou milho.

São conhecidos benefícios sobre o cérebro e visão tendo o ómega 3 obtido resultados bastante bons na prevenção da Degeneração Macular Relacionada à Idade.

Além disso, é preciso ter em atenção que os ómega 6, contidos em alguns produtos com omega 3 de cadeia curta, competem diretamente com os bons ómega 3 acabando por prejudicar os benefícios dos ácidos gordos de cadeia longa.

Por isso, em caso de dúvida, além da consulta de um nutricionista e do médico de família, é preferível optar pelos ómega 3 com origem no pescado.

A investigação médica continua mas já são conhecidos alguns benefícios dos ómega 3 de longa duração para a saúde e na prevenção de algumas doenças como da doença cardiovascular, doenças neurodegenerativas, artrite reumatóide, controlo da hipertensão e tratamento de algumas formas de cancro, entre outros. São ainda conhecidos benefícios sobre o cérebro e visão tendo o ómega 3 obtido resultados bastante bons na prevenção da Degeneração Macular Relacionada à Idade.

No entanto, o organismo não tem capacidade de produzir estas “gorduras boas” em quantidades suficientes para satisfazer as suas necessidades. É por esta razão que devem ser obtidos através da alimentação sendo o pescado, ou suplementos com omega 3 de cadeia longa, a melhor fonte para obter esta substância.

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