A asparagina é um dos vinte aminoácidos mais comuns no planeta e está presente, por exemplo, em espargos, frutos do mar, leguminosas, aves e outros alimentos.

A revista Nature publicou um estudo realizado em animais que mostra a dificuldade que certos tipos de tumores, como o da mama,  têm para crescer quando não existe a ingestão de asparagina através da alimentação.

O que os cientistas pretendem agora descobrir é quais são os alimentos que potenciam o crescimento do cancro para melhorarem o tratamento.

Em laboratório, os camundongos - ratinhos de laboratório - foram submetidos a uma dieta pobre em asparagina ou com medicamentos que bloqueiam este aminoácido. Dessa forma, os cientistas aperceberam-se de que os tumores tiveram dificuldades em crescer e espalhar-se.

"Foi uma grande mudança, quase não se descobriram tumores", revelou à BBC professor e autor do estudo Greg Hannon.

"No futuro, alterando a dieta de um paciente ou usando medicamentos que mudam a maneira como as células cancerígenas têm acesso aos nutrientes, esperamos melhorar os resultados dos tratamentos", acrescentou.

No ano passado, a Universidade de Glasgow mostrou que inibir a ingestão de outros aminoácidos como a serina e a glicina restardou o desenvolvimento de linfomas e cancros do intestino.

"Estamos a aperceber-nos de evidências crescentes de que alguns cancros específicos são dependentes de componentes específicos de dieta", disse ainda o investigador à BBC.

O cientista alerta, porém, que ainda é preciso confirmar estas descobertas com testes em seres humanos, pelo que não se deve criar um alerta à volta da asparagina.

O professor e investigador Greg Hannon recomenda ainda ter uma dieta rica do ponto de vista nutricional e variada.