Esta agência especializada das Nações Unidas pediu aos governos que desenvolvam planos para garantir a segurança das suas populações, quando os termómetros atingirem altas temperaturas.

O verão que se aproxima no hemisfério norte registará recordes de temperatura, advertiu a porta-voz da OMM, Clare Nullis Kapp, numa conferência de imprensa virtual em Genebra. "Estamos a viver um dos anos mais quentes já registados", afirmou. E, "para muitos, a COVID-19 aumenta os riscos para a saúde relacionados com o calor", lembrou, ressaltando que a pandemia dificulta a gestão das ondas de calor.

A OMM associou-se a outras organizações para fazer um apelo à comunidade internacional sobre a necessidade de se preparar para garantir a segurança das pessoas em caso de altas temperaturas, apesar da pandemia.

Trata-se de "alertar as autoridades políticas para tentar ajudá-las a administrar o duplo desafio do calor e da COVID-19", afirmou a porta-voz.

Embora refrescar-se num espaço público climatizado possa parecer uma boa ideia para aguentar o calor, poderá estar contra as recomendações em matéria de saúde pública por causa da situação de pandemia, disse ainda.

A pandemia de COVID-19 já provocou quase 350.000 mortes em todo mundo desde o seu surgimento, em dezembro, em Wuhan, no centro da China.

O número de pessoas hospitalizadas baixou de 531 para 513, das quais 71 se encontram em unidades de cuidados intensivos (menos uma). O número de doentes recuperados é de 18.096.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à COVID-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

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