"Vimos expressões de solidariedade, mas pouquíssima unidade na nossa resposta à COVID-19. Os países seguiram estratégias divergentes e todos pagamos um preço alto por isso", disse Antonio Guterres.

"Muitos países ignoraram as recomendações da Organização Mundial da Saúde", acrescentou por videoconferência na abertura da Assembleia Mundial da Saúde, a reunião anual dos 194 membros da OMS que está a ser realizada pela primeira vez de maneira virtual.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 313.500 mortos e infetou mais de 4,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.218 pessoas das 29.036 confirmadas como infetadas, e há 4.636 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2 milhões contra quase 1,9 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 123 mil contra mais de 166 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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