"Os casos novos hoje reportados incluem 13 indivíduos de nacionalidade moçambicana e um indivíduo de nacionalidade chinesa. Os mesmos resultam da vigilância nas unidades sanitárias e do rastreio de contactos de casos positivos", lê-se numa nota de imprensa do Ministério da Saúde.

As novas infeções estão distribuídas entre as províncias de Maputo (03), Nampula (06), Zambézia (03), Sofala (01) e Cidade de Maputo (01).

"Os casos hoje reportados encontram-se em isolamento domiciliar. Neste momento decorre o processo de mapeamento dos seus contactos", acrescenta-se no documento.

Das 903 infeções registadas em Moçambique, 829 são de transmissão local e 74 são importadas, enquanto 248 pessoas são dadas como recuperadas, havendo também outras seis pessoas internadas.

As províncias de Nampula e Cabo Delgado, no norte de Moçambique, são as que registam o maior número de casos ativos, com 274 e 149 casos, respetivamente.

Desde o anúncio do primeiro caso de COVID-19 em Moçambique, em 22 de março, o país realizou 30.273 testes de casos suspeitos, tendo rastreado mais de um milhão de pessoas.

Foram colocadas em quarentena domiciliária 20.651 pessoas suspeitas de COVID-19 e 2.309 continuam a ser acompanhadas pelas autoridades.

Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril.

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou no domingo a prorrogação do estado de emergência pela terceira vez - o máximo previsto na Constituição - com levantamento faseado de algumas restrições.

As escolas vão reabrir faseadamente, voltará a haver ligações aéreas internacionais com alguns países, será permitido mais pessoal nos locais de trabalho e os museus poderão reabrir.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 511 mil mortos e infetou mais de 10,50 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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