Armindo Tiago referiu-se ao alargamento da capacidade de testagem de COVID-19 quando falava hoje na Assembleia da República (AR) sobre o nível de prontidão do país para o combate à pandemia do novo coronavírus.

"No próximo mês, com a chegada de reagentes para as máquinas 'GeneXpert' e 'Abbot', prevê-se o início da testagem de covid-19 nas províncias de Sofala, Zambézia, Tete, Nampula e Cabo Delgado", afirmou Armindo Tiago.

Atualmente, Moçambique só realiza testes de COVID-19 na província e cidade de Maputo.

Gradualmente, o Governo vai criar condições para garantir a realização de testes de COVID-19 nas restantes províncias, acrescentou o ministro da Saúde.

Armindo Tiago avançou que todas as dez províncias moçambicanas têm equipamento 'GeneXpert' para a realização de diagnóstico de COVID-19, mas o maior constrangimento prende-se com a falta de reagentes no mercado internacional, resultante do aumento da procura deste produto.

O governante assinalou que o país registou até ao dia 26 deste mês 213 casos de COVID-19, dos quais 187 de transmissão local e 26 importados.

Desse número, 71 são dados como totalmente recuperados. O país conta um óbito causado pelo novo coronavírus.

As autoridades rastrearam 774.503 passageiros nos principais pontos de entrada no país, tendo sido colocados em quarentena 15.303, dos quais 1.481 ainda se encontram nesta situação.

"Reconhecemos que embora com tendência de aumento, os casos de COVID-19 em Moçambique continuam relativamente baixos, se comparados com os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral [SADC]", referiu o ministro da Saúde moçambicano.

Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros compromissos essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos, é obrigatório o uso de máscaras na via pública, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.