Alguns Estados-membros da União Europeia – incluindo a França, Alemanha e a Áustria – estão a tentar suspensões de restrições de tráfego de forma coordenada, a partir de 15 de junho, mas no resto da comunidade não parece existir um plano concertado de gestão de fronteiras.

A França anunciou quinta-feira uma possível reabertura de fronteiras em 01 de julho, mas ainda com restrições para viajantes oriundos de países mais afetados pela pandemia.

A Alemanha tem procurado entendimentos com alguns países confinantes, como a França, a Suíça e a Áustria, para tomar decisões sobre a reabertura de fronteiras, tal como tem feito, mais a leste, com Polónia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Bulgária e Roménia.

Por vezes, a coordenação é mais difícil por causa de exigências de alguns governos europeus, diferentes dos requisitos de vizinhos.

A Áustria, por exemplo, exige um teste de COVID-19 ou, na sua falta, uma quarentena de 14 dias para quem entra no seu território, uma condição que apenas desaparecerá em 15 de junho. Já a República Checa apenas exige testes, enquanto a Polónia e a Espanha exigem quarentenas.

A França impôs reciprocidade de condições à Espanha e prometeu fazer o mesmo ao Reino Unido, o que exige quarentenas nas deslocações entre estes países.

Ficam de fora destas condições, nos vários países europeus, os camionistas, profissionais de saúde e residentes permanentes, bem como pessoas com motivos familiares convincentes.

A Espanha permite ainda o trânsito de autocaravanas francesas que regressem de Marrocos.

A Itália, um dos países europeus mais afetados pela pandemia, reabrirá as suas fronteiras aos turistas da União Europeia, a partir de 03 de junho.

Alemanha, França, Áustria e Suíça pretendem reabrir em 15 de junho, assim como Bulgária, Grécia e Sérvia.

A Estónia, a Letónia e a Lituânia, por outro lado, criaram em 15 de maio uma “bolha do Báltico”, dentro da qual os seus cidadãos podem deslocar-se livremente.

A Estónia também anunciou uma reabertura total das suas fronteiras para cidadãos da União Europeia e do Reino Unido, a partir de segunda-feira.

A Espanha decidiu esperar pelo primeiro dia de julho para suspender a quarentena imposta aos turistas estrangeiros, enquanto a Roménia ainda não tem datas para a sua reabertura sem constrangimentos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,7 milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (quase 156 mil, contra mais de 176 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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