Este último caso, detetado no "início do verão de 2018", eleva para 13 o número de afetados entre diplomatas canadianos e familiares. "Os testes médicos confirmaram que mais um funcionário foi afetado por sintomas estranhos", declarou um diplomata, acrescentando que "são similares aos já experimentados pelo pessoal diplomático em Cuba".

O Canadá está a reavaliar a sua presença diplomática em Cuba, informou à imprensa uma fonte do governo em Ottawa, que pediu para não ser identificada. "Todas as opções para garantir a saúde e a segurança dos nossos diplomatas em Havana estão abertas".

Sob assistência médica

Os canadianos afetados continuam a receber assistência médica, enquanto a polícia nacional iniciou uma investigação com as autoridades de Estados Unidos e Cuba.

Inicialmente, Washington e Ottawa suspeitaram de um ataque com algum tipo de arma acústica que visaria abalar as relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, mas posteriormente o Canadá considerou tal hipótese "improvável".

Especialistas da Universidade da Pensilvânia que trataram 21 diplomatas identificaram "um novo tipo de lesão cerebral adquirida", num artigo publicado na edição de fevereiro do Journal of the American Medical Association.

Os sintomas comuns aos afetados são cansaço, enjoo, dor de cabeça, dificuldade de audição, problemas de visão, perda de equilíbrio e falta de concentração.