O estudo conduzido por Beatrice Nardone da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, não encontrou a mesma associação em mulheres.

A equipa reuniu e investigou dados de processos clínicos de 195.140 pacientes com idades entre os 18 e os 89 anos sem historial de melanoma e que tinham sido seguidos durante pelo menos cinco anos.

Nessa população de indivíduos, havia dois grupos populacionais: os que tomavam aspirina regularmente e os que não tomavam de todo.

Entre os participantes expostos à toma da aspirina foram considerados aqueles que a tomavam pelo menos uma vez ao dia, com uma dose entre 81 e 325 mg, durante pelo menos um ano.

Do total de participantes, 1.187 estavam expostos à aspirina, sendo que 26 (2,19%, tanto homens como mulheres) tinham tido um diagnóstico subsequente de melanoma, em comparação com a incidência daquele cancro em 1.676 (0,86%) dos que não estavam expostos à aspirina (homens e mulheres).

Ao separarem os homens e as mulheres, foi observado que os homens expostos à aspirina apresentavam quase o dobro do risco de terem um diagnóstico de melanoma.

Apesar dos resultados deste estudo, a aspirina tem sido associada por outras investigações a um menor risco de desenvolver tumores do cólon, próstata e estômago.