Em comunicado, o Ministério da Saúde e Segurança Social informou que foram analisadas 231 amostras, referentes a três dias, e que 16 deram resultado positivo, todos na cidade da Praia, o foco da epidemia no país.

Com estes 16 novos casos, Cabo Verde passa a registar 406 acumulados de COVID-19, desde 19 de março, distribuídos pelas ilhas de Santiago (347), Boa Vista (56) e São Vicente (03).

Desde terça-feira que não eram feitos testes às amostras recolhidas pelas autoridades de saúde, devido a um problema com reagentes no Laboratório de Virologia do país.

Do total, registaram-se quatro óbitos, dois doentes transferidos para os seus países e 155 doentes recuperados, fazendo com que o país tenha neste momento 245 casos ativos.

O Ministério da Saúde avançou que “os doentes com infeção ativa continuam em isolamento e com evolução favorável, com exceção de um doente está em estado grave”.

Na mesma nota, o Governo reforçou o apelo para as pessoas ficarem em casa e tomarem os devidos cuidados, no dia em que a ilha de Santiago vai deixar de estar em estado de emergência e foi anunciado um plano de desconfinamento para todo o país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.256 casos e oito mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (1.043 casos e 12 mortos), Cabo Verde (406 casos e quatro mortes), São Tomé e Príncipe (458 casos e 12 mortos), Moçambique (234 casos e dois mortos) e Angola (77 infetados e quatro mortos).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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