O objetivo é “escudar as pessoas clinicamente mais vulneráveis para ajudar a salvar-lhes a vida”, explicou o ministro da Habitação e Comunidades, Robert Jenrick, numa conferência de imprensa.

As pessoas foram identificadas como tendo problemas que aumentam o risco de serem hospitalizadas se forem infetadas com a COVID-19, nomeadamente por sofrerem de doenças respiratórias ou certos tipos de cancro, por terem feito transplantes de órgãos ou em por estarem a ser submetidas a tratamentos que afetam o sistema imunitário.

“Não subestimo o que estou a pedir das pessoas. Será difícil”, admitiu Jenrick, prometendo apoio, incluindo na entrega domiciliária de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais, para quem não tenha familiares ou amigos que o possam fazer.

As cartas, que vão começar a chegar esta semana, fazem parte das medidas que o governo tem vindo a implementar para combater a pandemia de COVID-19 perante o crescente aumento do número de casos no Reino Unido, que subiu para 5.683 pessoas infetadas, das quais 281 morreram.

Na mesma conferência de imprensa, o primeiro-ministro, Boris Johnson, foi confrontado com a ambiguidade dos conselhos dados à população, já que apela a que se fique em casa, mas dizendo que as pessoas podem passear e fazer desporto nos parques e levar as crianças aos parques infantis.

“Nós temos estado a seguir escrupulosamente as orientações dos cientistas e médicos, que até agora disseram que os benefícios para a saúde e para a sociedade em geral de manter os parques e parques infantis abertos o mais possível superam o valor epidemiológico de encerrá-los”, explicou.

Porém, Boris Johnson admitiu impor medidas mais rigorosas perante as imagens e relatos de grandes grupos de pessoas a passear ao ar livre este fim de semana sem seguir as regras de distanciamento social.

“Se as pessoas não souberem usar os parques e parques infantis de forma responsável, de uma forma que observa a regra dos dois metros de distância, claro que teremos de considerar mais medidas”, avisou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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