“A assistência alimentar está em andamento em zonas semiáridas das regiões Sul e Centro e chega a cerca de 100.000 pessoas, mas é insuficiente para mudar a classificação da fase de risco”, ou seja, em crise, refere o relatório de janeiro da rede, publicado na Internet e consultado hoje pela Lusa.

A larga maioria do território moçambicano surge a verde no mapa da Fews (nível 01, risco mínimo, numa escala que vai até 05, situação de fome).

Várias áreas sob ‘stress' (nível de risco 02) aglomeram-se em redor dos 16 distritos em crise (nível 03).

A região costeira de Cabo Delgado é também identificada como estando sob ‘stress' com escassez de alimentos, situação de que a organização já havia relacionado em relatórios anteriores com o abandono de campos, devido a ataques armados a aldeias da região.

"No sul e partes das regiões centrais, um período de seca e temperaturas anormalmente altas, em dezembro, enfraqueceram as plantações", forçando muitas famílias a replantar, nota o documento.

A situação em partes do Sul "está a ser acompanha de perto, já que a temporada começou com 40 dias de atraso", acrescentou.

A rede Fews Net foi criada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) em 1985 para apoio à tomada de decisões na gestão de apoio humanitário.