Até o momento foram registadas 550.013 mortes (12.081.516 casos), sendo 201.124 na Europa, o continente com o maior número de vítimas fatais.

Dos infetados pelo novo coronavírus, 6.447.909, ou seja mais de metade, foram declarados curados pelas autoridades de saúde, de acordo com o balanço realizado a partir de fontes oficiais.

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde surgiu o vírus, contabilizou oficialmente um total de 83.581 casos (nove novos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (nenhuma nova) e 78.590 curados.

OMS cria comité independente para avaliar resposta à pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje a criação de um painel independente para avaliar a sua atuação e resposta face à pandemia da COVID-19. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e a ex-Presidente da Libéria Ellen Sirleaf vão presidir ao comité, que deverá apresentar um relatório preliminar em novembro e o definitivo em maio de 2021, durante a Assembleia Mundial da Saúde.

O Painel Independente para a Resposta e Preparação de Pandemias irá concretizar a resolução aprovada pelos Estados-membros da organização durante a sua última assembleia geral, em que se defendia “uma avaliação independente e completa das lições aprendidas com a resposta sanitária internacional à COVID-19”, afirmou.

"Precisamos de olhar para o desempenho dos nossos sistemas nacionais de vigilância e resposta, como partilhámos informação com as nossas comunidades, se ganhámos a sua confiança, como liderámos, se a nossa arquitetura global de saúde é adequada”, declarou Tedros Ghebreyesus.

A pandemia “não está controlada na maior parte dos países, está a piorar”, salientou, apontando os mais de 11,8 milhões de casos já comunicados à OMS e as mais de 544.000 pessoas que morreram com covid-19, cujo contágio “ainda está a acelerar, com uma duplicação do número total de casos nas últimas seis semanas”.

“Durante anos, muitos de nós avisaram que uma pandemia catastrófica de uma doença respiratória era inevitável. Não era uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. Mesmo assim, o mundo não estava preparado. Os nossos sistemas não estavam preparados. As nossas comunidades não estavam preparadas. As nossas cadeias de fornecimento entraram em colapso. Está na altura de fazer uma reflexão honesta”, defendeu.

A dimensão desta pandemia, apontou, “merece claramente uma avaliação à altura”, considerou o diretor da agência das Nações Unidas.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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