Este dado foi avançado hoje, quinta-feira, em Luanda, pela primeira-dama de Angola, Ana Dias Lourenço, quando procedia a apresentação da campanha “nascer livre para brilhar”.

A campanha tem como foco acabar com o Sida pediátrico ou infantil até 2030, um compromisso assumido pelos países africanos durante o lançamento da campanha na vigésima Assembleia Geral da Organização das Primeiras Damas Africanas, realizada na Etiópia este ano.

Segundo a primeira-dama, apenas 51 por cento das crianças que vivem com VIH recebem tratamento com antirretrovirais, e sem tratamento, 50 por cento das crianças com VIH morrerão até os dois anos de idade.

Ainda de acordo com a ONUSIDA, em África, regista-se a cada ano cerca de 110 mil novas infecções em crianças, enquanto 49 mil crianças morrem de doenças relacionadas com a Sida.

Relatório do Ministério da Saúde (Minsa) estima que, em 2017, apenas 34 por centos das mulheres grávidas seropositivas receberam tratamento com antirretrovirais para prevenir a transmissão do VIH de mãe para filho.

A ONUSIDA estima que, em 2017, a taxa de transmissão do VIH das mulheres positivas para os seus bebésfoi  de 26 porcento, ou seja, em cada 100 mães nasceram 26 crianças seropositivas, calculando-se que em Angola nasçam cerca de 5.500 crianças que vão viver com VIH.