"Já registámos com sucesso dois produtos. Até ao final do ano vamos conseguir registar entre quatro e seis", afirmou a presidente do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa, na ilha da Montanha, adjacente a Macau.

Lu Hong falava na Assembleia Legislativa, durante uma sessão de interpelações ao Governo, depois de vários deputados terem pedido esclarecimentos sobre os projetos em curso naquele parque, que funciona como plataforma para a promoção da medicina tradicional chinesa nos países de língua portuguesa.

Moçambique, onde já está prevista a criação de um Centro de Medicina Chinesa, é tratado como um "ponto piloto" no estudo da exportação desta área para o espaço lusófono, sublinhou Lu Hong, em representação da Secretaria da Economia e Finanças.

Neste momento, o parque está a "estudar e a criar novos produtos" e a realizar "o controlo de qualidade" dos mesmos para prosseguir na exportação, mas "todos os países têm o seu padrão para acreditação e registo", apontou.

Em Moçambique, os primeiros dois produtos de medicina tradicional chinesa foram registados em 2017. No entanto, o processo enfrentou divergências entre legislações, e o parque teve de realizar ajustamentos do projeto técnico e normalizar documentos.

O parque assinou com o Governo moçambicano, em 2016, um memorando para promover o intercâmbio e a cooperação dos dois países naquela área. E, desde então, já realizou vários cursos de formação profissional de técnicas de medicina chinesa para médicos e fisioterapeutas do sistema de hospitais públicos moçambicano.

A estratégia de ‘exportação’ da Medicina Tradicional Chinesa para os países lusófonos, utilizando também Portugal como porta de entrada para a Europa, é encarada como um dos eixos centrais de atuação para 2019 pelas autoridades de Macau.

A aposta tem sido marcada por algum sucesso nos países africanos de língua portuguesa, sobretudo na formação de médicos e terapeutas, com Macau a definir um plano até 2019 que abrange a obtenção de licenças de comercialização de medicamentos e a criação do Centro de Medicina Chinesa de Moçambique.

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