Aquele país da América Central não tem casos com origem doméstica há mais de uma década. A última situação registou-se em 2006 e o último caso importado em 2014.

"O nosso país goza de boa cobertura de vacinação em geral", disse o Ministério da Saúde costa-riquenho num comunicado. "Porém, a fim de evitar casos particulares e as suas possíveis complicações, é importante que as pessoas com menores a cargo garantam que eles têm o esquema de vacinas completo".

O movimento antivacinas tem vindo a ganhar espaço, sobretudo na Europa e Estados Unidos, alimentado por notícias falsas e proliferação de mitos em relação à vacinação.

O sarampo causou a morte de 72 pessoas na Europa em 2018, sendo que o número de infetados nesse ano é o maior da década.

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 21 milhões de mortes terão sido evitadas em todo o mundo graças à vacinação nos últimos anos.

O menino francês permanece internado num hospital em Puntarenas, enquanto as autoridades investigam o raio de contacto da criança. A companhia aérea que transportou a família já foi alertada para o incidente, bem como as autoridades francesas.

Apelo da DGS

A Direção-Geral da Saúde (DGS) apelou em janeiro à vacinação contra o sarampo, sublinhando que na Europa continuam a existir tanto surtos como transmissão de vírus, o que aumenta o risco de importação de casos. Os dados da DGS indicavam que tinham sido confirmados 37 casos de sarampo desde o dia 08 de novembro na região de Lisboa e Vale do Tejo e na Madeira.

Segundo a DGS, em 2018, 93% dos casos estiveram associados a surtos, cuja origem da infeção teve início em casos importados de outros países, nomeadamente Itália, França, Uganda/EUA, República Checa e Ucrânia. Neste período, foram ainda confirmados casos isolados, sem ligação epidemiológica conhecida aos referidos surtos e que estão a ser investigados.

A autoridade de saúde recorda que o sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas, que pode provocar doença grave em pessoas não vacinadas e até levar à morte.

Como se transmite?

O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infeciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os doentes são considerados contagiosos desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea.

Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois de a pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal.

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