Como se distingue uma enxaqueca das demais dores de cabeça? Trata-se de uma dor situada apenas num dos lados do crânio, muito intensa e latejante. Agrava-se com o movimento e, por vezes, é acompanhada de vómitos e náuseas, intolerância à luz e ao som.

Sem tratamento, cada crise prolonga-se por 4 a 72 horas, podendo ser anunciada por sintomas neurológicos visuais, aquilo a que se chama «aura»: luzes ou manchas no campo de visão. Mas também por perda de força, dificuldades de linguagem ou alterações de humor. Esta é, de facto, uma doença que não se resume à dor, afectando todo o organismo. Habitualmente, manifesta-se na infância, adolescência ou no início da idade adulta. E mais de metade dos doentes possui antecedentes familiares.

Conselhos para prevenir ou minimizar o risco de uma crise de enxaqueca

> Evitar os agentes que desencadeiam a dor: vinho tinto, chocolates, queijo curado, bebidas alcoólicas, tabaco, pílulas contraceptivas e saunas.
> Adoptar hábitos de sono regulares: é importante ir para a cama à mesma hora todos os dias.
> Iniciar uma actividade desportiva saudável: jogging ou caminhada, andar de bicicleta ou nadar.
> Evitar o stress, o inesperado e planificar apenas o que é possível controlar.
> Nas crises de intensidade ligeira a moderada, administrar um analgésico anti-inflamatório do tipo ácido acetilsalicílico, de preferência numa fórmula efervescente, de mais fácil e rápida absorção e maior tolerância.
> Se as dores de cabeça forem frequentes (três ou mais vezes por mês), deve ponderar-se uma terapêutica profiláctica.
> Evitar a administração de analgésicos por mais de 10 a 15 dias, sob pena de se desenvolver uma cefaleia por analgésicos.

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