Com o passar dos anos, vão surgindo problemas de saúde, também designados de polipatologias, que, mesmo não sendo graves, podem levar à toma de vários medicamentos, conhecida como polimedicação. É, por isso, fundamental que o médico que melhor conhece o doente faça uma boa gestão de todas estas situações, de forma a evitar estar a tomar medicamentos a mais e, assim, diminuir o risco de reações secundárias indesejáveis.

Para além do facto de terem sido receitados por  médicos diferentes, que nem sempre conhecem todo o historial do paciente, alguns fatores podem aumentar os riscos ligados à polimedicação, como o viver sozinho, ver mal ou ter problemas de deglutição ou ainda ter dificuldade em partir os comprimidos ou em abrir as embalagens. Siga alguns conselhos essenciais dados por Maria João Quintela para se defender e evitar este problema.

De acordo com a presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP), entidade que disponibiliza informação e promove regularmente atividades de formação, estas são algumas das principais regras a seguir:

- Retire os medicamentos das embalagens apenas no momento da toma.

- Não experimente novos medicamentos, chás ou outros equivalentes sem aconselhamento médico. Um medicamento que faz bem a uma pessoa pode não fazer a outra.

- Faça um controlo regular da sua medicação com o seu médico para saber se há ajustes a fazer.

- Siga as recomendações e não altere o que está a tomar sem falar com o seu médico.

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