“É difícil o que tenho de dizer”, referiu o chefe de Estado, numa comunicação à nação.

“Mas neste contexto, atentos à situação real do país e devidamente aconselhado decidi prorrogar pela segunda vez o estado de emergência por mais 30 dias”, até 29 de junho, anunciou o Presidente moçambicano.

A prorrogação foi ainda hoje remetida para a Assembleia da República para ratificação, acrescentou Nyusi.

O chefe de Estado justificou a medida com o aumento do número de infeções pelo novo coronavírus e o seu alastramento a todas as províncias do país, indiciando que o país passou a ter transmissão comunitária.

Moçambique registou hoje o segundo óbito por COVID-19 e chegou ao total acumulado de 233 casos, com 82 recuperados.

O estado de emergência foi decretado em 1 de abril e prorrogado pela primeira vez até 30 de maio.

O país vive com várias restrições: todas as escolas estão encerradas, espaços de diversão e lazer também estão fechados, estão proibidos todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos, é obrigatório o uso de máscaras na via pública, a emissão de vistos para entrar no país está suspensa, o espaço aéreo fechado e o controlo fronteiriço reforçado.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

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