Os antibióticos são uma arma valiosa no combate a infeções provocadas por bactérias. No entanto, estes medicamentos não curam infeções por vírus (gripe, varicela, herpes ou HIV, por exemplo) ou fungos (pé de atleta ou candidíase vaginal, só para referir dois). Por serem mal utilizados, tem-se agravado, nos últimos anos, o problema de resistência a este tipo de fármacos, o que reduz ou impede a sua atividade no tratamento de infeções bacterianas.

Dado que não existem alternativas é fundamental preservar a atividade dos antibióticos, sem a qual poderá deixar de haver tratamento possível, o que conduzirá a elevada morbilidade e mortalidade. A atividade dos antibióticos é seletiva. Alguns agem sobre certos tipos de bactérias mas são inativos noutras, devendo ser selecionados segundo critérios científicos. Assim, impõe-se seguir duas regras. Uma delas é não usar antibióticos para infeções não bacterianas.

Outra é nunca os utilizar sem receita médica ou fora de prazo. O tratamento deve ser feito com as doses exatas, tomadas com o intervalo de tempo e durante os dias que o médico recomendou, mesmo que ao fim de poucos dias os sintomas desapareçam. Não cumprir as recomendações médicas, reduzindo doses e a duração do tratamento, faz com que as bactérias se adaptem e deixem de ser eliminadas, fator também responsável pela resistência aos antibióticos.

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