Acha que lhe aconteceu algo insuperável? Ao contrário da resignação, a aceitação de uma perda permite-lhe seguir em frente enquanto desfruta dos aspectos positivos da vida.

O truque da auto-aceitação consiste em desenvolver uma forma de pensar empírica e lógica.

Por exemplo, pense se «preferia ser amada/aceite pelas pessoas que são importantes para mim, mas não preciso disso» ou «preferia não cometer erros mas, se falhar, aceito a minha condição de ser humano que comete erros como acontece ao mais comum dos mortais» ou «preferia conseguir o que quero, cumprir os meus objetivos mas sei que sou eu quem tem de se esforçar... e que, mesmo que tente e não consiga, posso desfrutar da minha vida», interrogue-se. Esta mudança de perspetiva, se acontecer e for real, resulta em auto-aceitação (em vez de auto-estima) e desenvolve tolerância à frustração.

Os truques da auto-aceitação

A natureza humana é neutra, como um recipiente que, apesar de conter coisas boas e más (os nossos comportamentos), não pode ser definido pelos mesmos. Por isso, há que apoiar a auto-aceitação («sou um ser humano capaz de executar papéis e ter comportamentos bons e maus») em vez da auto-estima («Gosto de mim tanto quanto me odeio»), já que esta última leva a conotações implícitas como «sou uma pessoa boa» ou «sou uma pessoa má». Neste último caso, a consequência emocional é a depressão e, em casos extremos, o suicídio, já que conduz ao desânimo.

Aprenda a tolerar a frustração

Pense «porque é que não devo agir ou sentir-me mal, como me sinto agora, de nenhuma forma e sob nenhuma circunstância?» e/ou «de onde é que tiro a ideia de que tenho de estar sempre bem e conseguir o que quero?», questione-se.

A vida não é assim para ninguém. Às vezes, as coisas saem ao nosso gosto e desejo, mas outras não, e é sempre uma etapa que acaba por passar.

Nestes momentos poderá sentir-se incomodada e desagradada com a situação que enfrenta, mas lembre-se que já passou por outras circunstâncias parecidas anteriormente e a sua vida não acabou por causa disso, o tempo passou e voltou a sentir-se bem.

Como superar o fatalismo

Pense «não ter conseguido o que quero é algo realmente determinante e atroz e conduz-me a um beco sem saída? A vida ainda continua. O que de pior me podia acontecer agora? Ainda assim, a vida continuria. Quando morrer deixo tudo para trás. Comparativamente, tudo isto serão apenas pequenas perdas. Ainda conservo muitas coisas na minha vida que funcionam e aprecio», constate.

Aprenda a transformar cada perda numa prática de libertação. O perdido já não lhe pertence; não acrescente sofrimento com a sua resistência em não aceitá-lo. Desfrute da leveza de se libertar.

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