"A mudança climática não é apenas uma crise ambiental, é uma crise humanitária, e precisa ser tratada como tal", disse, em Sydney, ao canal de televisão 9 News a ativista estudantil Danielle, de 15 anos. "Isto é como a democracia se parece", acrescentou.

Em Melbourne, duas ruas foram encerradas pelos manifestantes e a polícia teve que intervir quando vários jovens tentaram escalar alguns dos edifícios.

Em Adelaide, os estudantes lotaram as escadas do parlamento regional, e os protestos fizeram-se sentir igualmente em Camberra (a capital), Brisbane, Newcastle, Coffs Harbour, Wollongong, Bendigo e Geelong.

A “greve da escola pelo clima” arrancou na capital neozelandesa com os estudantes, que contam com o apoio da primeira-ministra, a desfilarem com cartazes, nos quais se liam ‘slogans’ como: “O tempo está em vias de derreter” e “Agir agora ou nadar”.

Tal como na Nova Zelândia, na Austrália a iniciativa dos jovens não agradou a alguns políticos, que criticaram a realização do protesto durante o horário das aulas.

O presidente da associação de diretores de escolas do ensino secundário da Nova Zelândia, Michael Williams, estimou que a consequência da iniciativa sobre o clima seria “provavelmente zero”, receando que os estudantes perdessem tempo “que devia ser consagrado a uma boa aprendizagem”.

Centenas de milhares de jovens são esperados hoje em protestos em 112 países, incluindo Portugal, numa greve mundial de alunos para exigir aos políticos ações concretas contra as alterações climáticas.

Esta greve estudantil mundial tem como lema "fazer greve por um clima seguro" e culmina uma série de manifestações semanais iniciadas no ano passado pela sueca Greta Thunberg, de 16 anos, nomeada para o prémio Nobel da paz.

Em Portugal, estão previstos protestos em pelo menos 26 cidades, como Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Covilhã, Évora e Faro, bem como nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Centenas de estudantes começaram em Wellington, Nova Zelândia, o ciclo de manifestações.

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