Desde os anos 60 que se discute o feminismo tanto no seu lado positivo como no seu lado negativo. Se por um lado equilibrámos direitos, resgatámos regalias e reclamámos igualdades perante os homens, por outro perdemos a nossa capacidade de estar perto dos filhos e de cultivarmos a nossa comunidade onde se partilham historias, onde se criam vínculos, onde nos sentimos apoiadas pelas outras mulheres da nossa “tribo”. Perdidas num mundo de homens, longe da toca que seria o nosso abrigo da nossa Alma, acabamos por nos sentir sozinhas, frustradas e cansadas por andarmos a lutar uma luta desigual.

Sim, hoje podemos votar, temos a liberdade de fazer o que queremos, temos os mesmos direitos e regalias que os homens e de um ponto de vista terreno, foi um imenso passo, uma conquista importante que nos deu um modo de viver aparentemente mais equilibrado. Do ponto de visto energético, emocional e espiritual, temos ainda muito trabalho pela frente...

Passo a explicar:

Do ponto de vista físico, o corpo masculino e o corpo feminino são apenas manifestações físicas das energias femininas e masculinas presentes em tudo o que existe. O célebre circulo do Yin e Yang não é mais do precisamente o símbolo do equilíbrio entre a energia Yin (feminina) e Yang (masculina). Tudo o que existe pode ser dividido desta simples maneira. O Sol e a Lua, o dia e a noite, Marte e Vénus, a alegria e a tristeza, o positivo e o negativo, o Ar e o Fogo, a Terra e a Água, Acção e Emoção, enfim .. é uma lista interminável onde podemos arrumar practicamente tudo o que existe.

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A Física Quântica revela-nos hoje com alguma segurança que tudo o que existe é energia. Indo um pouco mais fundo, um simples átomo, é a mais pequena quantidade de matéria que mantém os seus princípios fundamentais. Ou seja tal como a gota do Oceano continua a ser H2O, também o Átomo é indivisível, mantêm a fórmula original de todos os compostos energéticos. Protões, neutrões e electrões que depois se vão aglomerar de diversas formar para criar toda a diversidade que conhecemos.

Da mesma maneira que dentro de cada gota de água existe uma quantidade de hidrogénio e oxigénio, dentro de cada Átomo existe energia positiva e energia negativa, ou seja, energia masculina e energia feminina. Vamos agora simplificar, se o Átomo é indivisível e composto de energia masculina e energia feminina, logo, TUDO o que ele compõem é feito de energia masculina e de energia feminina.. certo? Então também o ser humano é um composto da mistura das duas energias. Para este fenómeno se tornar ainda mais óbvio, precisamos apenas definir os conceitos de Feminino e Masculino e para simplificar vou dar apenas palavras chave.

Energia Feminina: Elementos Terra e Água, sentir, noite, passividade, interior, intuição, fragilidade, centro, força interior, vulnerabilidade, emoção, nutrir, cuidar, Vénus, prazer, desfrutar, Lua.

Energia Masculina: Elementos Fogo e Ar, acção, dia, actividade, exterior, busca, força, coragem, brilho, ego, força exterior, resistência, arrogância, Marte, agir, Sol.

Seja a mais frágil, insegura e medrosa das mulheres, seja o mais corajoso, forte e agressivo dos homens, todos nós temos dentro numa muito especifica fórmula, energia masculina e energia feminina. O desafio? O equilíbrio. Ninguém admira ou se inspira num homem que apenas representa a força, a agressividade, a acção e a coragem da mesma maneira que ninguém respeita uma mulher que vibra apenas no sentir, na fragilidade, na passividade e na intuição. Aqueles que realmente nos inspiram são só que já conseguiram um determinado grau de equilíbrio entre as duas energias.

Sabendo agora as palavras chave de cada energia, facilmente chagamos à conclusão da energia predominante no mundo em que vivemos certo?

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Ou seja, a partir do momento em que a mulher, representante da energia feminina e da (sobre)vivência da mesma no mundo, vive sujeita ao excesso de uma qualquer energia masculina ou simplesmente abandona as suas características para passar a competir com a energia do homem, tentando a todo o custo provar que consegue ser igual a ele, criou a um nível global, todo um desequilíbrio energético. Numa sociedade patriarca, gerida maioritariamente por homens e orientados por um Deus Pai, homem também, estamos hoje a viver as consequências desse abandono na violência e excesso de agressividade do mundo, dentro de nós, entre nós, contra a Mãe Natureza em que descartámos quase por completo as características essenciais ao equilíbrio da energia feminina.

Como disse antes, este desequilíbrio está a acontecer dentro de todos nós e não só das mulheres. Por isso e como reacção contrária energética, nunca antes vimos tantos homens com qualidade femininas, muito mais sensíveis, frágeis e passivos numa busca inconsciente por esse invisível equilíbrio.

O mundo não precisa de mais mulheres a competir com homens da mesma maneira que um homem jamais vai dar à luz ou amamentar um bebé. O que o mundo precisa é de mais representantes dessa bela energia feminina do amor, do cuidar, do sentir, do tocar e mais do que provas de força exterior e egóica, o mundo precisa sim de força interior e humildade.

Para todos, em especial para as mulheres, que este dia seja um tempo de reflexão, de consciência, de respeito e de resgate do que temos de mais belo dentro de nós...

Bem Hajam
Vera Luz

Veja no Sapo Zen a entrevista de Vera Luz sobre Regressão a Vidas Passadas

Vera Luz, Autora e Terapeuta de Regressão e Orientação Espiritual:

Dou consultas de Regressão à Vida Passada, Criança Interior e Eu Superior.
Sou facilitadora do Workshop “Do Drama para o Dharma”, baseado no meu primeiro livro, onde nos propomos, através de vários exercícios e meditações, a um maior autoconhecimento e consciência de quem somos, donde viemos e o que andamos cá a fazer.
Há mais de 10 anos que o meu trabalho e compromisso é relembrar a cada um o propósito por trás dos eventos da nossa vida, trazer a Verdade ao de cima, ajudar cada um a sentir o lado sagrado da vida.
E mais importante ainda é lembrar sempre que:

"A mudança que tanto desejamos, tem que começar dentro de nós..."

Sou autora dos livros;

- “Regressão a vidas passadas”
- "Do Drama para o Dharma”
- "A cabeça pergunta a Alma responde”

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