A duvida instala-se. Sente-se stressada e fala muitas vezes dessa pessoa. Demaisadas vezes até...

E, se não é amor, então o que é? Que influência esta exerce sobre si? Esta é a questão que Isabelle Nazaré –Aga, autora do livro "Os manipuladores estão entre nós” coloca, pois como terapeuta concluí que muitos profissionais passam pela dolorosa experiência de conviver com um.

Na presença de um, a pessoa altera o entusiasmo pela vida. E segundo a autora o manipulador pode apresentar vários rostos ou perfis. Ser simpático, altruísta, culto, tímido ou ditador.

Os primeiros são os mais difíceis de identificar mas, como refere João Carvalho das Neves professor no ISEG num artigo de opinião, «quem estiver atento percebe que usam o princípio da reciprocidade para retirarem benefícios para si próprios, não hesitam passar por cima dos outros para conseguir o que desejam, exibem uma certa superioridade em relação aos outros, não são sinceros na expressão das suas opiniões e, por isso, não são coerentes nas suas decisões e votações. Por fim, não respeitam necessidades, sentimentos e opiniões das outras pessoas».

Há quem lhes chame também vampiros. Por serem uma figura da história do cinema e também do inconsciente humano. Alguém que sorrateiramente e de forma sedutora chega e mordisca o pescoço da sua vitima sugando-lhe o sangue.

E o que tem isto a ver com as empresas? Tudo! Os vampiros das organizações procuram a energia dos outros para se alimentar, provocando nos outros dores de cabeça, mal-estar, irritação, desequilíbrio emocional, quebra no desempenho e desmotivação.

A energia vital que anima todos os seres. Só para ter uma ideia, algumas das dentadinhas começam com fofocas, competição desleal, intriga e omissão de informação para prejudicar o trabalho. Aprenda a identifica-los para se proteger!

Tipos de vampiros

Cobrador: cobra sempre, de tudo e todos, seja por telefone, email ou ao vivo. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará a abrir as portas para a acção deste vampiro.

Crítico:só sabe criticar. Todas as observações são negativas e destrutivas. Vê a vida somente pelo lado “sombrio”.

Adulador: é o famoso ”puxa-saco”. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação.

Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida, do governo, do tempo.... Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar.

Inquiridor: a sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda, pois já manda mais uma “rajada” de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando o seu fluxo normal de pensamento.

Lamentador: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram as suas desgraças. Para sugar a energia da vítima, atacam pelo lado emocional e afectivo. Choram, lamentam-se e fazem de tudo para despertar pena. São sempre os coitados, a vítima.

Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse “lambê-la com os olhos”, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com os seus tentáculos. Se não escapar depressa, ele irá sugar a sua energia em qualquer uma das possibilidades.

Grilo-falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala durante horas. Enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga a sua energia.

Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora coleccionar bulas de remédios. Desta forma, consegue chamar a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados.

Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base da estalada. Quer que a vítima compre a sua luta, provocando nela um estado raivoso e agressivo.

Teresa Cotrim

Fonte: Luís Pellegrino, jornalista brasileiro

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.