Os homens e as mulheres não vêem o dinheiro da mesma maneira. O preço daquele vestido fantástico que comprou a semana passada foi, para ele, uma exorbitância. Para si, bem vistas as coisas, até nem foi assim tão caro. Para que possa gerir as suas finanças sem que os seus gastos interfiram na vossa relação, siga as recomendações de Pedro Queiroga Carrilho, especialista em poupanças e investimentos e autor do livro "Como poupar e fazer crescer o seu dinheiro", publicado pela editora Lua de Papel.

Existem diferenças na forma como homens e mulheres gerem o dinheiro?

Sim, algumas. Os homens têm um perfil de risco maior. Estudos realizados nos Estados Unidos [da América] mostram que quando eles compram algo, por norma, fazem despesas maiores, arriscam mais. As mulheres têm tipicamente uma gestão mais cuidada, arriscando menos no sentido de porem em causa a saúde financeira do casal ou da família.

O que torna o dinheiro tão problemático no casal?

O dinheiro continua a ser das principais causas de divórcio em Portugal. É um factor essencial que condiciona o próprio bem-estar do casal. Às vezes, não há uma noção clara por parte dos membros do casal de como o dinheiro se movimenta ou os gastos não estão alinhados com as posses.

A própria divisão do dinheiro pode ser problemática, por exemplo se um elemento ganha muito mais do que o outro mas dividem igualmente as despesas.

Como se pode fomentar o equilíbrio financeiro?

Cada elemento do casal cresceu com valores e situações familiares distintos, por isso é importante falarem sobre dinheiro e partilharem objetivos. No caso de salários muito diferentes, devem ponderar e cada um contribuir com uma percentagem do que recebe. Outra sugestão pode ser tentar viver apenas com o salário de um deles e poupar o outro. Há casais jovens que conseguem fazer isso. Com filhos, já é muito difícil!

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