Yolanda Thomas nasceu em Cape Town. Em Moçambique há sete anos, estudou estilismo na cidade onde nasceu e já fez um pouco de tudo, desde roupa de homem, até infantil, passando por guarda-roupa de teatro e uniformes. Mas o que gosta mesmo é de roupa para mulher.

É por isso que depois de cinco anos a fazer uniformes, Yolanda decidiu regressar à sua paixão em força com o desfile Afrodite. “Para mim, a roupa é uma expressão de arte, em que eu misturo o negócio com a paixão. A roupa deve ser um reflexo do que a mulher é, tem a capacidade de subir a nossa auto-estima ou de nos deixar tristes”, diz Yolanda, acrescentando que, por isso, faz roupa para todas as mulheres, sejam altas, magras, gordas ou com curvinhas. “Acho que toda a gente tem o direito de se sentir bonita”.

Yolanda prefere, no entanto, desenhar peças para um evento especial, do que para o dia a dia. Só faz uma peça de cada porque tem tantas ideias por concretizar que não perde tempo a repetir. Muda o tecido e a cor de um mesmo modelo, se o cliente pedir, mas saiba que ali, cada peça é única. Não tendo preferência por este ou aquele tecido, Yolanda gosta de tudo, desde que não faça mal a quem usa a roupa.

No desfile Afrodite havia desde veludo, a chiffon, passando por serrapilheira e capulana. “Hoje em dia, os fatos são para usar poucas vezes, as pessoas não gostam de usar a mesma roupa muitas vezes. E estamos num mundo em que tudo é descartável”. As suas roupas custam entre cinco e 15 mil meticais e a cliente pode dar sugestões, sempre deixando Yolanda seguir a sua criatividade. Ela diz que, durante todo o processo de criação, o vestido vai-se tornando a peça do cliente, porque Yolanda acredita que o maior atributo de um estilista deve ser saber ouvir. E ela sabe.

Veja as fotos do desfile

@Marta Valeriano

28 de Novembro de 2011

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